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BeiraNews | Fevereiro 26, 2020

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Turismo de Portugal dá ‘luz verde’ ao aldeamento sustentável Monsanto Verde

Turismo de Portugal dá ‘luz verde’ ao aldeamento sustentável Monsanto Verde
José Lagiosa

Perto da aldeia histórica de Monsanto, no concelho de Idanha-a-Nova, a sociedade de gestão “Monsanto Verde, Lda.” acaba de ver aprovada a sua candidatura ao Turismo de Portugal para instalação de um aldeamento de 4 estrelas, composto por 44 moradias ecológicas e um edifício de apoio existente definido como ‘Casa da Herdade’.

O complexo de 160 camas, situado numa herdade agrícola de 238 hectares, propriedade de Henri Salas, propõe um modo de vida sustentável, combinando o activo de residentes e turistas com uma envolvente total de agricultura biológica participativa.

Rui Gomes-Pedro, gestor do projeto, doutorado em Estratégias Empresariais de Desenvolvimento Sustentável e docente na Universidade Sorbonne, em Paris, adianta que Monsanto Verde representa “um investimento de mais de 10 milhões de euros que contempla residências, hotelaria, restauração e explorações agrícolas diversas, todas elas biologicamente certificadas desde a sua produção à transformação para produto de consumo final. Oferecemos uma vida em plena natureza, seja para quem ali queira residir em permanência ou fazer turismo num território que é reserva natural e protegido pela UNESCO”.

O número de moradias previstas responde à capacidade adequada para o território.

Planta de Implantação

As moradias de construção bioclimática garantem total conforto e são construídas, com as mais recentes tecnologias, técnicas e metodologias ecológicas, usam materiais locais e respeitam os códigos de herança rural da região.

De forma a habitar em comunhão com a natureza, houve um cuidado especial em cada localização que, de forma equilibrada, abraça a vegetação espontânea garantindo elevada privacidade e facultando também a cada posição um excelente horizonte de natureza.

A privacidade e a comunhão com a natureza foram, provavelmente, os temas mais difíceis de todo o projeto face às inúmeras condições impostas para boa execução do complexo.

Os acessos às moradias fazem-se pelos caminhos de outrora, parte deles já recuperados e reabilitados com a matéria local.  

Especialista de renome na aplicação do desenvolvimento sustentável nas empresas, Rui Gomes-Pedro explica que a escolha de Monsanto para instalação deste projeto teve em consideração fatores estratégicos como a boa imagem de Portugal no mercado francófono, a centralidade ibérica da região – a meio caminho entre Lisboa e Madrid –, boas acessibilidades e políticas locais alinhadas com a promoção dos valores ambientais.

Para o presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, “o empreendimento Monsanto Verde foi, desde logo, acarinhado por ir de encontro à estratégia de sustentabilidade que temos para o território. A mesma assenta na criação de riqueza e emprego, através da aposta na economia verde, na economia circular e nos circuitos curtos de comercialização, valorizando os nossos recursos naturais e o nosso património”.

O projeto Monsanto Verde pretende deixar uma marca positiva na comunidade.

Para além do impacto na economia local, os promotores pretendem colaborar na formação de estudantes, nos sectores da hotelaria e da restauração, em parceria com escolas de ensino profissional e superior.

Reinventar a “arte de viver do futuro” é, em suma, a frase chave da Monsanto Verde.

Capaz de combinar conhecimento ancestral e tecnologias recentes, mais do que vender casas ecológicas, este projeto que tem a assinatura do arquiteto Mário Benjamim, oferece um conceito de vida em harmonia com a natureza, num território inserido na rede europeia de Bio-Regiões (Eco-Regions) e com três classificações da UNESCO.

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