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Casas Impressas em 3D, o Futuro da Habitação a Baixo Custo?

Com a crescente demanda do mercado imobiliário e a inerente subida de preços, é essencial que se continuem a procurar respostas para dar solução a ambas as questões.

Recorrendo à tecnologia mais recente, poderemos estar à beira de testemunhar uma verdadeira revolução no mercado da construção de imóveis a baixo custo.

A premissa é aparentemente simples e igualmente promissora.
Reduzir de tal forma o tempo e custo de construção de uma casa através da impressão 3D que o preço final para o consumidor seja uma mera parcela daquilo que é atualmente.

Esta tecnologia que há apenas 20 anos parecia um sonho distante poderá em breve vir a ser uma das principais soluções para dar resposta à crescente demanda de habitação no mercado Mundial.

Com inúmeras empresas na área a florescer um pouco por todo o Mundo, é cada vez mais expetável que ao se optar pela impressão de habitações em 3D se obtenha um reduzido custo de construção, menor consumo de energia e reduzida produção de resíduos.

Ainda que estejamos num processo embrionário no fabrico de casas em massa para o mercado, já se podem observar alguns progressos. Porém, existem ainda alguns entraves à adoção em massa desta tecnologia.

Vila impressa em 3D

Como tal, observamos atualmente algumas vantagens e desvantagens na adoção da impressão 3D como resposta na construção de novas habitações.

Vantagens:

  • Menor custo de produção. O custo de impressão de uma casa 3D é atualmente cerca de 20% inferior ao custo de produção de uma casa convencional. Com a crescente adoção desta tecnologia, é expectável que tais custos possam vir a decrescer para até 40% no decorrer desta década.
  • Menor margem para erros. Uma vez que os projetos são executados por máquinas e não por humanos, existe muito menor probabilidade de ocorrerem surpresas desagradáveis no resultado final.
  • Possibilidade de utilização de materiais ecológicos, nomeadamente recorrendo a matérias recicláveis.
  • Rápida execução de paredes. As impressoras atuais têm capacidade de fabricar uma parede completa num espaço de horas.

Desvantagens:

  • Elevado investimento inicial. Com elevados preços de aquisição da tecnologia de impressão 3D atualmente, os desafios de tornar tal negócio rentável no imediato tornam-no pouco apelativo.
  • Apenas é possível imprimir paredes. De momento, as impressoras 3D apenas conseguem imprimir paredes, o que significa que toda a fundação, portas, janelas e canalização têm de ser construídas separadamente.
  • Ausência de profissionais qualificados. Numa área tão específica e recente, os recursos humanos são ainda escassos e, como tal, há que considerar os custos inerentes à sua formação e contratação.
  • Limites na construção em altura. As limitações da tecnologia de impressão 3D ainda não permitem a construção de edifícios de vários pisos.

A impressão 3D poderá vir efetivamente a revolucionar o mercado da construção num futuro próximo uma vez que sejam colmatadas algumas das suas desvantagens e a tecnologia vá encontrando crescente número de empresas que nela vejam um bom investimento.

No artigo do reconhecido site Imovirtual podemos conhecer alguns detalhes desta promissora tecnologia e o que esperar dela num futuro que se quer cada vez mais próximo.

Caso deseje descobrir mais acerca do fascinante mundo das casas impressas a 3D, poderá encontrar mais informação relevante acerca do tema no artigo da pplwaree também da prestigiada BBC.

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