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BeiraNews | Maio 31, 2020

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Novo projecto científico revela as rochas mais antigas da Beira Baixa

Novo projecto científico revela as rochas mais antigas da Beira Baixa
José Lagiosa

Um novo projecto científico irá ser concretizado no território do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO.

O projecto “Break-Up” tem como objectivo dar a conhecer as rochas mais antigas da região da Beira Baixa, que se encontram entre as rochas mais antigas da Península Ibérica.

O projecto é coordenado pelo Professor Martim Chichorro da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e inclui diversos parceiros, como a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa entre outras universidades portuguesas, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, o British Geological Survey e o Serviço de Geologia do Município de Idanha-a-Nova.

O “Break-Up” centra-se na importante geodiversidade que conferiu o reconhecimento da região como território UNESCO, em particular nos geomonumentos de Penha e do Vale do Erges.

O objectivo da cooperação científica, que poderá contar com o apoio do Município de Idanha-a-Nova ao abrigo da assinatura de protocolo entre este e a FCT-UNL, é entender como se deu a abertura do denominado Oceano Rheic, cujo registo geológico se encontra patente nas rochas desta região datadas de há quase 600 milhões de anos.

Os trabalhos de investigação científica e colheita de amostras iniciaram-se no último fim-de-semana com a participação do coordenador do projecto, do Professor Telmo Bento da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e de Carlos Neto de Carvalho, geólogo do Município de Idanha-a-Nova e coordenador científico  do Geopark Naturtejo.

Rochas da Beira Baixa

Estes trabalhos decorreram ainda no âmbito da tese de mestrado de Lourenço Crispim, aluno da Faculdade de Ciências de Lisboa, que tem como objectivo o estudo geoquímico de rochas de origem magmática e sedimentar que podem ser encontradas em Salvaterra do Extremo e em Penha Garcia.

A identificação de minúsculos cristais contidos nestas rochas e conhecidos como zircões irá permitir datar as rochas e os processos geológicos de que estas são resultantes, assim como identificar a proveniência dos materiais, permitindo fazer reconstituições paleogeográficas e entender a evolução geológica da Beira Baixa no contexto global ao longo dos tempos.

Os geoparques UNESCO são territórios de Ciência, onde a investigação científica deve ser apoiada com o objectivo de partilhar o conhecimento científico relevante nas actividades educativas, na formação de professores na região e nos meios de informação turística.

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