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BeiraNews | Junho 4, 2020

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“Pinto o que não vejo” patente até 31 de março no Auditório Municipal de Proença-a-Nova

“Pinto o que não vejo” patente até 31 de março no Auditório Municipal de Proença-a-Nova
José Lagiosa

“Pinto o que não vejo” dá nome à exposição de pintura em madeira, cartão e cerâmica de autoria de Joaquim Nunes Martins que estará patente até 31 de março no Auditório Municipal e cuja inauguração aconteceu a 13 de fevereiro.

A ocasião contou com a presença dos alunos da Universidade Sénior de Proença-a-Nova, no âmbito da disciplina de História Local e Regional.

“Foi professor de educação física e a arte está-lhe nas veias”, foi desta forma que o reitor apresentou o artista.

Natural de Mesão Frio, concelho de Mação, Joaquim Nunes Martins dedica-se à arte há mais de 25 anos, uma paixão que manteve em paralelo com a sua profissão.

“Pinto o que não vejo porque não pinto o que é real, tento interpretar a realidade e criar os meus quadros. Combino as cores de acordo com o meu padrão estético e muitas vezes não pinto um quadro com nenhuma ideia em mente, pinto na expressão estética e no final dou-lhe um título. Pinto através de recordações, sensações, tentando criar uma imagem estética que ao olhar dos outros pode ser relativa”, explica, acrescentando que esta exposição resulta de um conjunto de obras que foi criando ao longo de anos.

O artista durante a inauguração explica aos presentes a sua obra

Já realizou várias exposições individuais em Lisboa, Tomar, Cascais, Oeiras, Castelo Branco, Mação, Vila de Rei, Estoril e foi um dos primeiros artistas a expor no Auditório Municipal de Proença-a-Nova, inaugurado há 25 anos.

“Neste percurso já pintei em tela, em madeira e em cartão e a minha conclusão é que quem gosta de um quadro não questiona a base onde ele está pintado. Há a ideia de que a tela é mais nobre, mas se um quadro estiver sobre madeira e a pessoa gostar dele não vai questionar o fundo”, acrescenta.

No final, Joaquim Martins explicou algumas das suas obras sob o olhar atento dos alunos e declamou seis poemas de sua autoria, pois para Joaquim Nunes Martins: “posso escrever um poema baseado num quadro e posso pintar um quadro baseado num poema”.

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