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BeiraNews | Julho 2, 2020

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ALIANÇA afirma que os problemas do interior não se curam com propostas de pensos rápidos

ALIANÇA afirma que os problemas do interior não se curam com propostas de pensos rápidos
José Lagiosa

O partido Aliança denuncia que “a partir das propostas governativas apresentadas para as regiões do interior do país podemos verificar que, para além do declínio e decadência, o resultado não é mais do que uma mera fragmentação de propostas assentes em nada”, lê-se em comunicado da sua Direcção Política Distrital de Castelo Branco, enviado hoje às redações.

Mas o partido fundado por Pedro Santana Lopes não se fica por esta afirmação.

O Aliança, avança no mesmo documento que, “isto é, à incapacidade governativa face aos problemas da interioridade, crise económica, somou-se a chegada do vazio face a políticas efetivas para uma ocupação sustentada do nosso território e das suas gentes”.

Ana Camilo, presidente da direção política distrital de Castelo Branco do Aliança

O partido, dirigido por Ana Camilo, no distrito de Castelo Branco acrescenta ainda que “as medidas apresentadas para valorização do interior, retratam um profundo desconhecimento do país real”.

Para tanto avança, o ALIANÇA com alguns exemplos:

– Não há propostas que permitam vislumbrar um crescimento populacional efetivo na sua relação com o índice de envelhecimento da população de modo a influenciar a economia por meio de numerosos canais de impacto.

– Ausência de uma avaliação das previsões populacionais, como por exemplo, saldo migratórios;

– O que fazer com as habitações em áreas despovoadas?

– Quais as instalações em áreas de despovoamento?

– Ausência de objetivos, de interesse distrital, cruzados entre os municípios

– Ausência de uma efetiva cobertura do território de redes wirless para uma nova realidade digital

– Que vias a construir para melhorar o acesso às sedes de concelho e de distrito, etc.

“Para o partido Aliança as políticas de coesão territorial sempre estiveram na primeira linha”, assegura o mesmo documento, para acrescentar ainda que “defendemos medidas de discriminação positiva para todo o interior do país e sempre centradas na qualidade de vida das pessoas que aqui vivem”

O partido relembra ainda algumas das medidas que defendem.

 “A ISENÇÃO de portagens para os residentes por considerarmos uma medida de elementar justiça em contraposição com as recentes tabelas dos passes sociais para as grandes áreas metropolitanas. A A23, para além da necessidade de outras vias, é a nossa via de ligação à saúde, à educação e ao trabalho. Não podemos aceitar a tabela agora proposta pelo governo que prevê descontos de quantidade por entendermos que não serve as populações do interior do país”.

Outras medidas foram anunciadas, como por exemplo o incentivo aos funcionários públicos que decidam vir para o interior proporcionando o teletrabalho em locais de coworking criados pelas autarquias.

“A Aliança fez propostas concretas considerando em primeiro lugar os habitantes das regiões do interior, pois entendemos que tão importante são os incentivos para atração de pessoas para o interior como, e acima de tudo, criar mecanismos para reter os que ainda resistem ao despovoamento, desertificação e desemprego qualificado”, acrescenta o partido no mesmo documento.

Finalmente o Aliança relembra que “Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial, que veio anunciar estes pacotes de medidas é a mesma pessoa que há 5 meses tinha escrito que ‘coesão territorial significa gerir o declínio, e, portanto, significa assumir que há partes do nosso território onde não vai ser possível recuperar população e atividade económica.’

Conclui a direção política distrital do partido Aliança que “as previsões de, criação de 424 empregos, nos territórios de baixa densidade, através da captação de investimento para o qual está destinada a verba de 76 milhões de euros é, o mesmo que dar um comprimido de paracetamol a quem está contagiado com um vírus”.

Finalmente terminam afirmando claramente que “o estado a que o interior do país chegou, por via da desvalorização deste território pelos vários governos, é uma ferida profunda que não se cura com pensos rápidos”.

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