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Reitor da UniPiaget da Guiné-Bissau nomeado Alto Comissário para o Covid-19

Nomeação do académico Aladje Baldé é válida por seis meses e tem em conta o elevado risco de propagação da pandemia no país que tem atualmente 36 casos confirmados de Covid-19

O Professor Aladje Baldé, Reitor da Universidade Jean Piaget da Guiné-Bissau (UniPiaget), acaba de ser nomeado Alto Comissário para o Covid-19 naquele país lusófono.

A nomeação, válida por um período de seis meses, foi efetuada por despacho do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP) da Guiné-Bissau, a entidade responsável pela gestão do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde.

O despacho de nomeação chama também a atenção para o alto risco de propagação da pandemia no país.

O Professor Baldé é doutorado em Biotecnologia, desempenhando as funções de Reitor da UniPiaget desde 2014.

Com 55 anos, e uma carreira internacional ligada a vários países, é um dos mais conceituados quadros guineenses, com um trabalho vasto na área da biologia.

A Universidade Jean Piaget da Guiné-Bissau (UniPiaget) faz parte do universo mais vasto e dinâmico do Instituto Piaget, com presença nos vários países de expressão portuguesa, como Angola, Moçambique, Cabo Verde e Brasil, além de Portugal.

Dotada de instalações próprias e bem equipadas, disponibiliza formação universitária em áreas tão diversas como a Medicina, Engenharia e Ensino, contribuindo para a criação de uma nova bolsa de quadros capazes de liderar o processo de desenvolvimento do país.

Aladje Baldé, Reitor da Universidade Jean Piaget da Guiné-Bissau (UniPiaget)

Além da preocupação com uma formação de qualidade, estas várias instituições do Ensino Superior em Língua Portuguesa destacam-se pelo seu papel ativo ao lado das comunidades onde estão inseridas, em convergência com um dos eixos estratégicos de intervenção do Instituto Piaget.

No âmbito do combate ao Covid-19, as autoridades guineenses declararam o estado de emergência e o encerramento das fronteiras aéreas, terrestres e marítimas no país, sendo estas medidas acompanhadas de um conjunto mais amplo de restrições, a exemplo do que já acontece em muitos outros países africanos.

Nos últimos dias, as autoridades sanitárias têm insistido para que os guineenses cumpram com as recomendações e evitem sair de casa.

Entre as restrições impostas destaca-se a que só permite que as pessoas circulem entre as 7 e as 11 da manhã.

A população tem igualmente sido incentivada a usar máscaras nas suas deslocações aos mercados para comprar alimentos e a criar as suas próprias máscaras de proteção, tendo em conta o custo elevado deste material. 

De acordo com os últimos dados, a Guiné-Bissau regista 38 casos confirmados de Covid-19, sendo 58% homens e 42% mulheres, quase todos concentrados na capital, enquanto aguarda o resultado de análises feitas a vários casos considerados suspeitos.

Entretanto, 3 casos já foram dados como recuperados.

No total, o novo coronavírus já provocou 630 mortos em África, havendo o registo de 12.219 casos em 52 países, enquanto 1.313 pessoas já recuperaram.

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