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Valter Hugo Mãe em conversa informal com alunos do secundário de Proença-a-Nova

O escritor Valter Hugo Mãe disponibilizou-se para conversar, esta sexta-feira, 24 de abril, com alunos e professores da Escola Pedro da Fonseca e com outros convidados que quiseram conhecer um pouco melhor o autor de obras como “Serei sempre o teu abrigo”, “O paraíso são os outros”, “O filho de mil homens”, “a máquina de fazer espanhóis”, “A Desumanização” ou “o remorso de baltazarserapião”, entre muitos outros.

Em época de pandemia, a conversa foi através da Internet, mas ainda assim muito interativa e com muitas ideias partilhadas sobre a condição humana, a coragem do elogio, um pseudónimo que abarca o mundo e uma Isaura muito especial, entre outros temas.

Promovido pelo Município, este encontro é realizado com um escritor que irá ter, no futuro, um espaço diferenciado no concelho que lhe será dedicado.

Sem avançar com muitos detalhes, o presidente da Câmara Municipal adiantou que o projeto já entrou em fase de financiamento, sendo que “dentro de alguns meses já vamos ser capazes de olhar para o espaço de outra forma”.

João Lobo agradeceu a presença nesta iniciativa de um dos nossos maiores nomes da escrita e da poesia.

“É para nós, de facto, um regozijo tê-lo aqui connosco e os nossos alunos poderem usufruir deste momento”.

Também o presidente do Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova, João Paulo Cunha, destacou a aprendizagem que agora é feita à distância, através das plataformas digitais, e o esforço de adaptação de professores e alunos.

“Há aprendizagens que se fazem que são diferentes do que habitualmente fazíamos e do conteúdo das disciplinas, mas são uma mais-valia”.

Com coordenação das professoras Isabel Bessa Garcia, responsável da Biblioteca Escolar, e Ana Rita Ruivo, membro da direção do Agrupamento, a conversa começou com o facto simbólico de se realizar entre dois importantes dias: o Dia Internacional do Livro e o Dia da Liberdade.

“quer uma quer outra significam praticamente a mesma coisa porque onde está um livro está uma oportunidade de liberdade, está uma oportunidade de consciência e está uma oportunidade de maturação. De maneira que é muito simbólico que conversemos no 24 de abril, 46 anos depois da conquista da democracia e no fundo eu tenho para mim que o aniversário que se celebra amanhã é o aniversário mais importante do Portugal moderno porque é no 25 de abril que se alicerça toda a construção de um país”, afirmou Valter Hugo Mãe.

Respondendo a perguntas feitas pelos alunos e por outros participantes, Valter Hugo Mãe falou do momento em que recebeu o Prémio Literário José Saramago, em 2007, das suas influências enquanto escritor, do porquê de ter escolhido o pseudónimo Mãe, do futuro das bibliotecas após a pandemia, do novo acordo ortográfico e de ter começado a escrever livros para um público infantil.

“Sou um homem de causas, tenho muitos incómodos com muitas das injustiças. Tento muito produzir humanidade nos meus textos”, referiu.

A Biblioteca Municipal tem disponível, dois livros do autor, no seu catálogo para empréstimo: “A máquina de fazer espanhóis” e “O Apocalipse dos trabalhadores”.

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