As reações das diversas organizações políticas, não se fizeram esperar após a notícia de que o Supremo Tribunal Administrativo validou a perda de mandato de Luís Correia, após as decisões de primeira e segunda instância, respetivamente, do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Castelo Branco e o Tribunal Central Administrativo (TCA), no mesmo sentido.

Bloco de Esquerda, PSD e Juventude Centrista, reclamam em comunicados, que o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco peça a demissão imediatamente, apesar do recurso entretanto apresentado no Tribunal Constitucional.
Todos estes partidos com maior ou menor veemência apontam a falta de humildade do autarca, questionando no caso da Comissão Política do PSD de Castelo Branco “o que se esconde por detrás desta obsessão pela manutenção do poder?”.
Já o BE de Castelo Branco afirma claramente que “as ilegalidades cometidas foram amplamente confirmadas e o autarca que inicialmente declarou tratar-se de “um lapso evidente e ostensivo” continua a manifestar um apego inadmissível ao poder, com o claro intuito de manter funções até ao final do mandato que ocorre em 2021”.
Por seu lado através da sua Juventude Centrista declara a sua perplexidade e indignação pela atitude do presidente da Câmara em continuar a adiar uma decisão dificilmente irreversível, a demissão.
Em contraponto, o secretariado concelhio de Castelo Branco do PS emitiu um comunicado, onde “manifesta o seu apoio a Luís Correia, na decisão de recorrer para o Tribunal Constitucional”.

Segundo o mesmo documento “Luís Correia não foi acusado nem condenado por qualquer ato de corrupção”, desvalorizando claramente, quer a decisão inicial, quer as decisões dos dois recursos, das instâncias competentes.
A decisão de recurso para o Tribunal Constitucional, confirmada pelo comunicado da estrutura partidária concelhia de Castelo Branco do PS, deixa, segundo o PSD, “certamente a maioria dos cidadãos albicastrenses perplexos com o arrastar de uma situação que em nada dignifica o concelho, sendo de assinalar que o mais recente episódio desta novela foi precisamente conhecido na véspera de um dia nobre, com uma forte simbolismo; o nosso feriado municipal e dois dias após a celebração do 25 de Abril de 1974, em que, por aqui e por este País fora, proliferam discursos meramente circunstanciais sobre a Democracia”.










