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“O que a Primavera faz com as cerejeiras” de Gonçalo Salvado inaugura novo espaço da Livraria Sá da Costa dedicado à Coleção Lumen

Com desenhos de José Rodrigues

Com o título “O Que a Primavera Faz Com as Cerejeiras”, vai ser apresentado, no dia 1 de Junho, segunda-feira, pelas 18:00, na nova sucursal da Livraria Sá da Costa, ao Chiado, em Lisboa, o livro de poesia de Gonçalo Salvado, uma edição da Lumen e da Livraria Sá da Costa Editora, de Lisboa, em parceria com a Quinta dos Termos e com a colaboração da Fundação José Rodrigues.

O livro é ilustrado com desenhos de José Rodrigues, um dos mais relevantes escultores eróticos portugueses do séc XX, alusivos ao fruto da cerejeira e inclui um texto de abertura de Maria João Fernandes.

Cartaz do novo espaço Lumen Poesia Pintura Vinho

Insere-se numa coleção de poesia, única no panorama editorial português, cujas obras surjem em original formato livro/garrafa, uma conjugação que pretende efectivar materialmente a relação simbólica e milenar entre o vinho e a palavra poética e inaugurar um novo conceito de difusão da poesia.

A sua apresentação no dia do lançamento estará a cargo do escritor Tiago Salazar e contará com uma leitura gravada de poemas pela actrizMaria Emília Castanheira, com fundo musical composto por Pedro Castanheira.

A apresentação marcará o início de actividade da nova secursal da Livraria Sá da Costa, em Lisboa, dedicada em parte à coleção Lumen Poesia Pintura e Vinho dirigida por Gonçalo Salvado e cujo editor é Ricardo Paulouro.

A sucursal da Livraria Sá da Costa, situa-se na rua da Misericórdia, Espaço Chiado, Loja 3, ao Chiado.

O novo livro de poesia de Gonçalo Salvado, cujo título reproduz um dos versos mais célebres do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973): “Quero fazer contigo/ o que a Primavera faz com as cerejeiras”, reúne poemas curtos do autor, à semelhança dos haikais japoneses, alusivos à flor e ao fruto da cerejeira no contexto amoroso e erótico, em sua maioria inéditos. 

Está prevista uma edição da obra, com uma selecção de poemas traduzidos para o Japonês, língua que já acolheu anteriormente os versos do autor.

Lembremos que o fruto da cerejeira, a cereja, é considerado símbolo por excelência de sensualidade, erotismo e sexualidade, pela sua forma sugestiva e cor vermelha intensa.

O livro é dedicado e foi concebido em homenagem a Carolina Gil, jovem bailarina portuguesa, que faleceu vítima de câncer, no início deste ano, tendo esta expressado como último desejo que, após a cremação, as cinzas do seu corpo se viessem a tornar numa cerejeira.

Gonçalo Salvado

Devido à fragilidade e delicadeza associadas à árvore da cerejeira, e à vunerabilidade do sítio onde foram plantadas as cinzas do corpo da bailarina, no parque natural de Sintra, fustigado, não poucas vezes, por incêndios, os familiares desta optaram antes por um carvalho, uma árvore mais robusta e resistente, para receber as cinzas de Carolina.

O novo livro de poesia de Gonçalo Salvado, sob o signo do amor e da cerejeira surge, assim, como a materialização simbólica do último desejo de Carolina Gil.

A coleção Lumen, agora ligada em exclusivo à histórica Livraria Sá da Costa Editora, conta já com diversos títulos tendo iniciado o seu catálogo, em 2017, com a publicação do livro de poesia Rubá’iyat Poemas do Amor e do Vinho 77 Poemas para Ler e Degustar, de Gonçalo Salvado.

Trata-se da primeira antologia de poemas do autor, que tem como temática a relação do vinho e do amor.

A obra é também ilustrada com desenhos do escultor José Rodrigues, publicada igualmente em formato livro/garrafa em homenagem ao Rubaiyat do poeta persa do séc. XI Omar Kayyam – obra cimeira da poesia universal que referencia e enaltece o vinho.

Esta antologia de Gonçalo Salvado constituiu-se na altura como o primeiro livro/garrafa editado em Portugal.

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