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O exercício do Poder é uma forma de servir o povo não de se servir dele

O que é poder? A palavra poder vem do latim potere, posse, “poder, ser capaz de”.

Em termos práticos, quando elegemos nas urnas, um qualquer dos nossos representantes, partimos do pressuposto que esse eleito exercerá o seu cargo em função do seu programa sufragado nas urnas e não outra coisa qualquer, respeitando e acatando as regras estipuladas democraticamente,

José Lagiosa

Vem isto a propósito, da novela ou das novelas que o atual presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, tem vindo a preconizar, já lá vão um ror de meses, sem que daí tire as conclusões, que se lhe exigiria.

Condenado em três instâncias dos Tribunais Administrativos, a última das quais, o Supremo Tribunal Administrativo, com a pena de perda de mandato, o senhor presidente da Câmara albicastrense, teima em não reconhecer as setenças como válidas e tem vindo, o que parece inevitável, a cumprir o que, aos olhos do comum cidadão, é uma inevitabilidade.

A perda de mandato, decretada, pelas três instâncias, Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco, Tribunal Central Administrativo do Centro e Supremo Tribunal Administrativo, não chegam ao presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, para perceber que cometeu um erro grosseiro, indesculpável por ser politicamente o único responsável e inevitavelmente ter de arcar com as consequências, perda de mandato, pelo seu comportamento.

Quando uma pessoa, se candidata a presidente de câmara, seja ela qual for, tem de conhecer muito bem a lei e fazer bom uso dela.

Aqui reiteradamente não foi o caso.

Mas um azar nunca vem só.

O presidente Luís Correia teima, em não acatar as decisões dos tribunais, e já são três instâncias diferentes e vem agora recorrer para o Tribunal Constitucional.

Custa a crer! Este comportamento do ainda presidente da edilidade albicastrense denota uma falta de respeito pelos cidadãos eleitores do concelho de Castelo Branco, os que nele votaram e vêem a sua confiança atingida e os que nele não votaram, legitimando uma falta de confiança que não é de agora.

Sobre o mandato, e o que está em causa é o atual, fica manchado por este episódio e a teimosia em assumir um erro, voluntário ou não, isso é uma questão que só a consciência do edil poderá assumir, na certeza que a ser confirmado pelo Tribunal Constitucional, a perda de mandato, Luís Correia sairá pela porta dos fundos do edifício municipal, quando o poderia ter feito atempadamente com um mínimo de dignidade.

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