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BeiraNews | Julho 10, 2020

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Farmácias apelam ao Parlamento para manter serviços aos portugueses

Farmácias apelam ao Parlamento para manter serviços aos portugueses
José Lagiosa
  • Linha telefónica 1400 informa população sobre serviços que serão suspensos por falta de comparticipação do Estado.
  • Rede suspende funcionamento quarta-feira, às 15 horas, durante os 23 minutos do debate parlamentar.

Na quarta-feira, dia 27 de maio, às 15 horas, as farmácias vão suspender o seu funcionamento durante os 23 minutos reservados pela Assembleia da República para debater a petição “Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS”.

A plataforma informática de dispensa das receitas eletrónicas ficará 23 minutos inativa.

Entre segunda e quarta-feira, a linha telefónica 1400 irá esclarecer os cidadãos quanto aos serviços farmacêuticos que terão de ser suspensos por falta de comparticipação do Estado.

As chamadas são gratuitas e os portugueses poderão continuar a usar esta linha para fazer as suas encomendas de medicamentos.

Com a paragem simbólica de 23 minutos, as farmácias alertam a sociedade portuguesa e o poder político sobre a urgência de medidas concretas para salvaguardar os serviços das farmácias aos portugueses.

Na última década, a rede de farmácias tem sido alvo de uma série de medidas de austeridade que conduziram ao colapso da sua sustentabilidade económica.

Neste momento, há 702 farmácias alvo de processos de penhora e de insolvência, o que corresponde a 24% da rede.

O Estado tem iniciado várias experiências de serviços farmacêuticos críticos para a Saúde dos portugueses, mas esses processos arrastam-se no tempo, sem decisão ou qualquer investimento público.

Há 250 doentes com VIH-Sida seguidos há quatro anos nas farmácias comunitárias sem que o Estado assuma qualquer responsabilidade por esse serviço.

«A indecisão do Estado deixa os farmacêuticos comunitários entre a espada e a parede. Por um lado, a sua consciência profissional impede-os de deixar de servir um único doente. Por outro, a sobrevivência das farmácias proíbe-os de continuar a prestar serviços gratuitamente, sem qualquer comparticipação por parte do Estado», declara Paulo Cleto Duarte, presidente da ANF, que reúne 2.750 farmácias.

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