MÚSICA DE PEDRO CASTANHEIRA
Uma gravação de poemas de Gonçalo Salvado do seu mais recente livro O Que a Primavera Faz Com as Cerejeiras ditos pela atriz Maria Emília Castanheira acaba de ser editada em formato vídeo com fundo musical de Pedro Castanheira.
O vídeo reproduz também desenhos do escultor José Rodrigues presentes na obra.
Tanto o livro como o vídeo, são edições da Lumene da Livraria Sá da Costa Editora, de Lisboa, em parceria com a Quinta dos Termos e com a colaboração da Fundação José Rodrigues.
A estreia do vídeo ocorrerá dia 27 de Junho, sábado, pelas 19 h 30 min, via internet, na rede social facebook, na página de partilha de poesia: Quem Lê Sophia de Mello Breynercoordenada por Lília Tavares e Carlos Campos, uma das que mais público temem Portugal, contandocerca de 80 mil seguidores.
O livro de Gonçalo Salvado: O Que a Primavera Faz Com as Cerejeiras é ilustrado com desenhos do escultor José Rodrigues, um dos mais significativos escultores eróticos do séc. XX português, alusivos ao fruto da cerejeira e inclui um texto de abertura de Maria João Fernandes.
Insere-se numa colecção de poesia, única no panorama editorial português, dirigida por Gonçalo Salvado, cujas obras surgem em original formato livro/garrafa, uma conjugação que pretende efectivar materialmente a relação simbólica e milenar entre o vinho e a palavra poética e inaugurar um novo conceito de difusão da poesia.
O título reproduz um dos versos mais célebres do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973): “Quero fazer contigo/ o que a Primavera faz com as cerejeiras”, reúne poemas do autor, na sua maioria inéditos, poemas curtos, à semelhança dos haikais japoneses, alusivos à flor e ao fruto da cerejeira num contexto amoroso e erótico.
Está prevista, uma edição da obra, com uma selecção de poemas traduzidos para o Japonês, língua que já acolheu anteriormente os versos do autor.
Lembremos que o fruto da cerejeira, a cereja, é considerado símbolo por excelência de sensualidade e erotismo, pela sua forma sugestiva e cor vermelha intensa,metáfora do impulso amoroso e do ímpeto primaveril, imagem de imortalidade.
O livro é dedicado e foi concebido em homenagem a Carolina Gil, jovem bailarina portuguesa, que faleceu vítima de câncer, no início deste ano, tendo esta expressado como último desejo que, após a cremação, as cinzas do seu corpo se viessem a tornar numa cerejeira.
De lembrar que não é a primeira vez que esta temática (a flor e o fruto da cerejeira no contexto amoroso) surge na obra de Gonçalo Salvado.
O poeta é autor, em parceria com Maria João Fernandes, da antologia poética, publicada em 2004 com o apoio da Câmara Municipal do Fundão, Cerejas Poemas de Amor de Autores Portugueses, prefaciada por Eduardo Lourenço e posfaciada por António Ramos Rosa.
Esta antologia, com capa do artista José de Guimarães, tornou-se num verdadeiro ex-líbris da região do Fundão, de que o fruto da cerejeira é emblema por excelência.
A obra foi enaltecida por variadas personalidades e apresentada na Culturgest, em Lisboa, pela escritora Agustina Bessa-Luís e na televisão, pelo actual Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa.










