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Comité Olímpico de Portugal no circuito sénior FPT para transmitir “confiança e esperança”

O presidente da Federação Portuguesa de Ténis (FPT), Vasco Costa, e o diretor de Prova e diretor do Clube, Armindo Mirante, deram as boas-vindas, na última segunda feira, dia 29 de junho, ao presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino, acompanhado pelo diretor Desportivo, Pedro Roque, e o chefe de Missão Tóquio 2021, Marco Alves, no Lisboa Racket Centre, onde decorre o segundo torneio do Circuito Sénior da Federação Portuguesa de Ténis.

Depois da habitual visita-guiada, os representantes do COP e da FPT reuniram-se com o tenista João Sousa e o seu treinador, Frederico Marques.

João Sousa chega ao local da visita

 “Este sinal de apoio na altura da retoma da atividade competitiva é bastante importante, não só para dar força à Federação Portuguesa de Ténis como ao próprio atleta, que em princípio estaria apurado para os Jogos Olímpicos caso se realizassem este ano. Esperemos que o João Sousa se consiga apurar para Tóquio 2021, mas também temos a esperança de conseguir ter outro jogador apurado para termos um par português a jogar os Jogos Olímpicos”, referiu Vasco Costa, presidente da Federação Portuguesa de Ténis.

“Seria mais um feito histórico para o ténis português, que em grande parte tem conseguido muitos através do João Sousa. Seria muito significativo o ténis português ter uma medalha olímpica e seria um motivo de grande orgulho não só para os atletas, mas também para a Federação”, acrescentou o mesmo dirigente.

Por seu lado, José Manuel Constantino, presidente do Comité Olimpico de Portugal, referiu que “o Comité Olímpico está a visitar todos os núcleos de treino e preparação desportiva de atletas integrados na missão olímpica para os Jogos de Tóquio. Aproveitámos esta circunstância para vir visitar o João, estar um bocadinho com ele e com o presidente da Federação Portuguesa de Ténis e transmitir-lhes uma palavra de esperança e confiança relativamente ao seu apuramento para os Jogos Olímpicos em Tóquio no próximo ano.”

“Há esperança num resultado que corresponda àquele que é o valor desportivo do João Sousa e há esperança de que será possível fazer melhor do que o resultado alcançado no Rio de Janeiro. Encontrei um João Sousa interessado, motivado, o seu treinador também e o senhor presidente da Federação Portuguesa de Ténis também motivado de modo a que a representação nacional na modalidade de ténis possa ter um resultado desportivo que orgulhe os portugueses”, acrescentou José Manuel Constantino.

Durante a visita foram respeitadas as regras emanadas pela DGS no que toca ao uso de máscara

Por fim o mesmo dirigente confessou que “o ténis é uma das modalidades desportivas de maior impacto em termos internacionais, portanto o ténis estar representado pelos seus melhores elementos nos Jogos Olímpicos é um enorme fator de valorização para os Jogos, para o ténis e também para o desporto em termos globais. Historicamente, o ténis é uma das modalidades que mais anos esteve presente no programa dos Jogos, mas nem sempre foi representada ao seu mais elevado nível, o que de algum modo tem sido alterado nos últimos anos com os grandes nomes do ténis internacional, como é o caso do João Sousa, que é uma das grandes figuras do ténis internacional, a participarem nos Jogos Olímpicos”.

Já o tenista de reconhecido valor nacional e internacional, João Sousa constatou que “é bom poder receber as pessoas que estão encarregues da nossa missão olímpica. O sonho de qualquer atleta passa sempre por poder estar presente nuns Jogos Olímpicos, eu felizmente já tive essa experiência, mas sem dúvida que um dos objetivos que tínhamos para este ano era estar presentes em Tóquio. Infelizmente não o vamos poder fazer pelas circunstâncias que todos conhecemos, mas o objetivo e ambição mantêm-se. O Comité Olímpico de Portugal sabe isso, já nos conhecemos há vários anos e eles confiam em nós, nós confiamos no nosso trabalho e esperamos poder estar presentes. Esta visita acaba por ser uma visita de confiança e é sempre bom receber essa confiança e perceber que a esperança está em alta.”

“Falámos de não só ter ambição de conseguir estar presente, mas também de conseguir fazer um bom resultado. No Rio de Janeiro fiquei-me pela segunda ronda, mas foi um torneio em que joguei muito bem e tive boas sensações. Portanto passa muito por ter a ambição de fazer um bom resultado”, terminou João Sousa.

 “Os Jogos Olímpicos são uma semana muito especial. É uma semana em que representamos Portugal e em que podemos estar rodeados dos melhores. Eu tenho o privilégio de estar semanalmente com os melhores tenistas do mundo, mas naqueles dias estão reunidos os melhores atletas de todas as modalidades e é muito bom poder aprender, ver os treinos e estar com os melhores treinadores e comitivas do mundo. Como já disse algumas vezes, tenho sempre um sabor agridoce na boca quando penso em Jogos Olímpicos porque foi uma das semanas que mais me custou. No Rio de Janeiro o João esteve a um nível muito bom na semana de preparação, na primeira ronda ganhou a um adversário do top 50 de uma maneira fácil e acabou por perder uma segunda ronda na qual foi superior em grande parte do encontro contra o futuro finalista [Juan Martin del Potro], portanto fico sempre com a sensação de que podíamos ter conseguido um diploma, uma medalha, e esse é o objetivo para os próximos Jogos Olímpicos. Vamos passo a passo, com o primeiro objetivo de garantir a presença, mas depois queremos estar competitivos, atingir os primeiros quartos de final para estarmos entre os primeiros oito e depois lutarmos por uma medalha. Sou uma pessoa com objetivos altos. O João está a 60 do mundo e algumas pessoas podem dizer que sou demasiado ambicioso, mas nos últimos cinco Grand Slams ele chegou por duas vezes ao top 16, esteve entre os melhores do mundo em duas superfícies distintas. o João já jogou em Tóquio, conhece Tóquio e gosta das condições. Vamos a Tóquio com ambições de tirar de lá um bom resultado”, confessou Frederico Marques, treinador de João Sousa, para terminar logo de seguida com a constatação de que “lidámos com a situação com normalidade. O João está a 66 do mundo muito devido à lesão que teve, que fez com que praticamente estivesse sem conseguir competir durante seis meses ao nível físico ideal. Penso que irá voltar rapidamente aos 50 primeiros e se isso acontecer estaremos muito mais próximos de estar nos Jogos Olímpicos.”

*Foto: Beatriz Ruivo/FPT

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