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Governo e Segurança Social descriminam trabalhadores no pagamento do complemento de estabilização

As empresas desresponsabilizam-se das suas obrigações

O Governo mais uma vez cria expectativas nos trabalhadores e logo de seguida retira o tapete e, as empresas assistem impávidas e serenas esfregando as mãos e desresponsabilizam-se das suas obrigações, segundo um comunicado do Sindicato do Sector Têxtil da Beira Baixa.

Os trabalhadores foram atirados para os processos de Lay Off sem que se pudessem opor e com perda significativa nas suas remunerações mensais.

“Após muita insistência e denuncia, e continuamos a dizer: devem as empresas suportar a diferencia por forma a garantir que o trabalhador não tenha perda nos seus rendimentos”., refere o mesmo documento.

No seguimento da insistência e denúncia veio o Governo mais uma vez colocar a segurança social a substituir aquela que deveria ser responsabilidade das empresas, anunciando que os trabalhadores iriam receber um complemento de estabilização no final do mês de Julho.

“Faltou referir que não era para todos os trabalhadores, pois, a segurança social está a deixar de fora os trabalhadores que trabalham por turnos e que tiveram perdas bastante significativas nas suas remunerações”, acrescenta ainda o mesmo comunicado.

Trabalhadores que auferem o salário mínimo nacional e que devido ao seu horário por turnos tem a % de turno, % esta que conta para todos os cálculos (pagamento taxa social única, entrou nas contas para perda de remuneração no processo de Lay Off) e, agora não conta para efeitos do pagamento do dito complemento de estabilização.

“Trabalhadores que estiveram em Lay Off total (suspensão) entre Abril e Julho e que em 4 meses perderam no seu rendimento familiar cerca de 1260.00€ (315.00€/mensais) e o mesmo se aplica a trabalhadores que
estando em Lay Off com redução de horário de trabalho, estando a trabalhar deixam de auferir a %nocturna e, levam no final do mês para casa 565.15€ + o subsídio de refeição dos dias trabalhados.”, diz o sindicato.

Inaceitável, que as associações patronais se continuem a queixar, quando são os trabalhadores a perder remuneração.

Inaceitável, que continuem a bloquear a contratação colectiva e se recusem a dar aumentos salariais.

“Não nos vamos calar até que seja reposta a justiça e que os trabalhadores sejam devidamente remunerados sem perda de retribuição.”, finaliza a mesma entidade sindical.

*Foto: cortesia SAPO

1 COMENTÁRIO

  1. As empresas ainda recebem apoios, e eu por exemplo estive 3 meses em layoff a receber o mínimo, e por ter faltado 2 dias em Fevereiro foi negado este complemento. Ladrões.

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