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Feiras do Livro de Lisboa e Porto fecham edições de resistência à crise do setor

As Feiras do Livro de Lisboa e Porto encerram hoje, ao fim de pouco mais de duas semanas sobre a abertura, feita numa tentativa de resistência à crise, como então reconheceram os seus organizadores.

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que organiza a Feira do Livro de Lisboa, considerou o ano de 2020 catastrófico para o setor, por causa da pandemia de covid-19, com a estimativa de perdas entre os 30 milhões e os 35 milhões de euros.

A Feira do Livro do Porto, organizada pela autarquia, abriu com “as melhores” expetativas do seu responsável, o curador e programador Nuno Faria, diretor do Museu da Cidade, que disse à Lusa ter um “horizonte de esperança”, sobre esta “nova normalidade”, enquanto os editores e livreiros participantes se mostraram “apreensivos com a perda de rendimentos das famílias”, no impacto das vendas.

A 90.ª edição da Feira de Lisboa, que regressou ao parque Eduardo VII no passado dia 27 de agosto, meses depois do calendário inicialmente previsto (maio/junho), devido à pandemia de covid-19, reuniu 117 participantes em 310 pavilhões, representando 638 editoras, livrarias e chancelas.

As regras sanitárias de acesso, de circulação e de manuseamento dos livros não afastaram os milhares de visitantes, que encheram o recinto nos fins de semana e na Hora H, levando, em alguns momentos, à existência de filas de espera para entrada nas alamedas centrais do parque, que permaneceram vedadas.

Em Lisboa, a lotação foi limitada a 3.300 pessoas em simultâneo.

A Feira do Livro do Porto abriu ao público em 28 de agosto, nos Jardins do Palácio de Cristal, com acessos limitados a 3.500 pessoas, no recinto.

Com 120 pavilhões e mais de 80 entidades participantes, segundo números da Câmara do Porto, a Feira do Livro 2020 teve por tema “Alegria para o fim do mundo”, um verso da escritora Andreia C. Faria, autora residente da iniciativa.

As homenageadas desta edição foram a imunologista Maria de Sousa (1939-2020), que morreu em abril, vítima de infeção causada pelo novo coronavírus, e a poeta Leonor de Almeida (1909-1983).

Desta autora, foi recuperada a obra integral (“Na curva escura dos cardos do tempo”, ed. Ponto de Fuga) e publicada uma investigação sobre a sua vida e obra (“Tatuagens de Luz”, de Cláudia Clemente, ed. Documenta/Porto).

*LUSA

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