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Antologia de Poesia Amorosa organizada por Gonçalo Salvado comemora 100 anos de Cruzeiro Seixas

Celebra igualmente o Eros surrealista

Com o título “O Fogo agora Verde – Poemas de Amor de Cruzeiro Seixas”, acaba de ser publicada, a antologia de poesia organizada pelo poeta Gonçalo Salvado, edição da Lumen  e da Livraria Sá da Costa Editora,de Lisboa, em parceria com a Quinta dos Termos.

A antologia, agora lançada em estreia, insere-se numa coleção de poesia, única no panorama editorial português, dirigida por Gonçalo Salvado, cujas obras surgem em original formato livro/garrafa, e cujo editor é Ricardo Paulouro.

O livro que agora se publicapretende comemorar os 100 anos de Artur do Cruzeiro Seixas, pintor e poeta, figura maior da cultura portuguesa e expoente nacional do Surrealismo.

Pretende celebrar, igualmente, o Eros surrealista através de um dos seus mais genuínos cultores erepresentantes.

A obra inclui poemas de Cruzeiro Seixas com a temática amorosa – alguns com referência ao vinho, atendendo à especificidade da coleção – e é ilustrada com três desenhos inéditos do artista.

Cruzeiro Seixas e Gonçalo Salvado

Inclui ainda um poema inédito em fac-simile dedicado por Cruzeiro Seixas a Gonçalo Salvado, uma carta inédita do artista também em fac-simile ilustrada com um desenho e enviada ao mesmo, uma nota de abertura do autor da antologia e um texto introdutório de Maria João Fernandes.

Trata-se da primeira antologia poéticacom o tema do amorem Cruzeiro Seixas, temática essa, a par do erotismo, nuclear na sua obra.

De referir que a ideia desta antologia surgiu após uma leitura pública de poemas de Cruzeiro Seixas por Gonçalo Salvado, no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, no contexto de uma cerimónia de homenagem que lhe foi dedicada, em Abril de 2019, numa das suas últimas aparições públicas.

Alguns dos poemas selecionados e lidos nesse evento fazem parte integrante da antologia.

De referir também que a Biblioteca Nacional de Portugal, para assinalar o centenário do nascimento de Artur Cruzeiro Seixas, irá promover uma exposição baseada nos desenhos do artista que integram o espólio daquela instituição.

A inauguração da exposição está prevista para Fevereiro de 2021.

A pré-apresentação da antologia “O Fogo agora Verde terá lugar a 17 de Setembro de 2020, quinta-feira, e consistirá na audição de um excerto da gravação dessa mesma leitura de poemas de Cruzeiro Seixas por Gonçalo Salvado, na Biblioteca Nacional de Portugal, em 2019.

A gravação será exibida na página de facebook da editora Lumen.

De lembrar que não é a primeira vez que Gonçalo Salvado homenageia, num livro de sua autoria, Cruzeiro Seixas, com quem cultivou um diálogo ao longo de toda a sua vida.

A extraordinária personalidade deste singular artista foi marcante e exerceu profunda influência na sua obraestando no alvor da sua poesia.

O seu livro Iridescências, publicado em 2002, em Castelo Branco, termina com uma epígrafe de Cruzeiro Seixas, em sua homenagem: “O corpo é a obra de arte inacabada a que procuramos sempre acrescentar qualquer coisa. Essa coisa é o nosso amor.”  

Do texto introdutório de Maria João Fernandes citamos “A obra plástica e poética de Cruzeiro Seixas situa-se e situa-nos, no regime da separação da luz e da noite, domínio de Kronos, de Thanatos, com o seu vasto cortejo de imagens-símbolos e simultaneamente no regime da união, de uma noite que é imagem da intimidade, dos mágicos territórios de Eros”.

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