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Idanha-a-Nova: Não paramos de lutar pela Sede e Autonomia da nossa Escola Superior de Gestão

O Ensino Superior está sediado em Idanha-a-Nova há 29 anos.

No passado ano lectivo de 2019/20, entraram para a Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova, (ESGIN) 252 novos alunos e foi frequentada por cerca de 600.

A ESGIN que foi criada pelo Decº Lei nº 153/97 de 20 de Junho, foi então dotada de autonomia administrativa, pedagógica e científica.

Esta Escola Superior, situada numa zona interior e arraiana, é um dos principais indutores da economia local e, graças à apreciável qualidade, no domínio da formação, vem tornando possível que a maioria dos alunos sejam excelentes profissionais, quer no Município, quer no País e até no estrangeiro.

O Movimento pela Sede e Autonomia da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova (ESGIN), foi constituído espontaneamente, na vetusta Vila de Idanha-a-Nova, por nove munícipes, sendo a grande maioria jovens naturais e residentes, com idades compreendidas entre os 40 e 50 anos, com a finalidade de, junto do Governo e da Assembleia da República com os diferentes grupos parlamentares promover acções demonstrativas da nossa indignação, quanto à proposta, sem fundamentação plausível, apresentada pelo Professor Doutor António Fernandes, Presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco, em reunião de 02 de Dezembro de 2019, ao respectivo Conselho Geral, no âmbito da reestruturação organizacional dessa Instituição, pondo em causa a localização da sede da ESGIN, em Idanha-a-Nova, bem como a sua autonomia administrativa, pedagógica e científica.

O Movimento pela Autonomia e Sede da ESGIN colocou, recentemente, na frontaria da da Casa do Concelho de Idanha-a-Nova uma faixa com a reividicação

De entre as acções mais significativas, já levadas a efeito, em prol da (ESGIN), pelo citado Movimento, destacamos as seguintes:

1. A vigília com velas acesas realizada, em frente do edifício da ESGIN, no passado dia 16 de Dezembro, que pretendeu apelar para que o território do Concelho de Idanha-a-Nova não seja mais esvaziado de Serviços e Instituições. Embora essa noite estivesse fria e chuvosa, mais de cem manifestantes, bem rijos e morenos como o granito, não arredaram pé, das 20H00 às 22H00.

2. No dia seguinte, voltámos a convocar os munícipes a estarem presentes, pelas 09H30, frente aos Paços do Concelho do Município, na chegada da Sra Ministra da Coesão Territorial, Prof.ª Doutora Ana Abrunhosa, para a visita ao nosso Concelho. Vieram pessoas das Freguesias que se juntaram a muitos residentes, na Vila.  A Senhora Ministra ouviu o nosso apelo em acérrima defesa da Sede e Autonomia da ESGIN, assim como aceitou um manifesto, também para conhecimento do Sr. Ministro do Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Doutor Manuel Heitor, onde expusemos todas as nossas preocupações sobre a sobrevivência e manutenção da nossa (ESGIN).

3. Sendo nós, um movimento da sociedade civil, movidos pelo amor ao torrão natal e por sabermos que lutamos por uma causa claramente justa e digna, numa das várias reuniões, decidimos, por unanimidade, avançar com uma petição pública que colocámos online, no Facebbok e em listas de papel, desejando recolher as 4000 assinaturas exigíveis, com o objectivo de a entregar à Assembleia da República, para discussão com os diferentes grupos parlamentares.

Graças à massiva adesão dos munícipes dispersos pelo Concelho e não só, deslocámo-nos a todas as Freguesias a recolher listas e a entregar outras em branco que entusiástica e amavelmente nos solicitavam para, por sua livre iniciativa, juntarem mais assinaturas de seus familiares e de outros residentes.

4. Em 14 de Fevereiro do ano em curso, entregámos, acompanhados do Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, na Assembleia da República, ao Vice Presidente da mesma, Dr. António Filipe, a nossa petição pública, subscrita por 5578 peticionários, que deu entrada, na Assembleia da República, em 18 do mesmo mês, e à qual foi atribuída o nº 40/XIV/1ª. Por despacho de 18 de Março da Senhora Vice-Presidente da mesma Assembleia baixou a dita petição à Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, tendo sido admitida pela mesma na sua reunião do passado dia 22 de Maio.

5.Dias após a entrega da petição pública, na Assembleia da República, foi dirigido o pedido a todos os Grupos Parlamentares, para que fosse recebido, a diferentes horas, na Assembleia da República, para in loco apresentar as justas razões que lhes assistem. Aconteceu que foram marcadas reuniões, pelos Grupos Parlamentares do PSD, CDS, PCP e PS, para o dia 13 de Março. Devido à inesperada evolução da COVID 19, na véspera, foram as mesmas desmarcadas.

6. Tendo o Movimento pela sede e autonomia da ESGIN, conhecimento que iria reunir o Conselho Geral do Instituto de Politécnico, no dia 8 de Julho e que constava da convocatória, no ponto 2. Aprovação da proposta de reorganização Cenário A, enviou, em 25 de Junho, uma carta dirigida a todos os membros do Conselho Geral do Instituto de Politécnico com toda a humildade e empenho d’alma solicitando aos intervenientes na votação da reorganização do citado Instituto que dotassem a nova Escola Superior de Informática e Gestão de autonomia pedagógica, administrativa e científica e sediada  em Idanha-a-Nova.

7. Na sequência da admissão na Assembleia da República da petição pública já referida, no passado dia 1 de Julho, esteve presente na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, conjuntamente com o presidente da autarquia, manifestando as razões que lhes assistem, respondendo a algumas questões formuladas por parlamentares da dita Comissão.

8. Em 16 de Julho, foi enviado pelo Presidente da Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, Deputado Firmino Marques, o Relatório final da Petição nº 40/XIV/1 – Pela autonomia e manutenção da sede da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova, apresentada pelo Movimento pela Autonomia da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova,aprovado, na reunião de 10 de julho de 2020, com os votos a favor do PS, PSD, BE e CDS-PP, registando-se a ausência dos Deputados do PCP, PAN, PEV e da IL.

No ponto VI – Conclusões: A Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto afirma: a) O objeto da petição e o subscritor são devidamente claros e identificados, bem como estão cumpridos os requisitos de forma do artº 9º da LEDP.

c)Deve a Comissão remeter cópia da petição e do relatório ao governo e aos grupos parlamentares para eventual apresentação de iniciativa legislativa ou tomada de outras medidas.

d) O presente relatório deve ser dado a conhecer aos peticionários, artº 19º da LEDP.

9. O Movimento pela Autonomia da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova (ESGIN) que apresentara à Assembleia da República a petição pública n.º 40/XIV/1ª., conforme documento que anexara,  solicitou,  em 1 de Setembro, aos Grupos Parlamentares que apresentem uma iniciativa legislativa para que no âmbito da reestruturação organizacional do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), a citada Nova Escola mantenha a sede em Idanha-a-Nova e a autonomia administrativa, pedagógica e científica.

10. A pedido do Movimento realizou-se, no passado dia 3 de Setembro, uma reunião com o Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em que participaram cinco elementos, bem como o Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, tendo em vista apresentar as razões que lhes assistem na defesa de que a nova Escola Superior de Informática e Gestão seja sediada em Idanha-a-Nova e com a respectiva autonomia.

11. Para maior visibilidade de divulgação da justa e evidente razão da sua luta, o Movimento pela Autonomia e Sede da ESGIN, graças à prestimosa colaboração da Direcção da Casa do Concelho de Idanha-a-Nova, colocou, recentemente, na frontaria da sua sede, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, a faixa ou tarja que encima esta notícia.

12. Ainda sobre esta temática, os grupos parlamentares do CDS/PP, PCP e BE, apresentaram à Assembleia da Reúblicaos seguintes Projetos de Resolução:

Não cruzaram os braços. Da união nasce a força que move montanhas. “Vivemos, no interior arraiano, com brio e somos dos resistentes em território de baixa densidade. Continuamos a aguardar a decisão final, na esperança de que não só a descentralização e a regionalização se afirmem uma realidade, mas também que a prioridadedo interior à violência doméstica até 2030 assumida pelo Primeiro Ministro, António Costa, seja bandeira hasteada, em Idanha-a-Nova, numa das novas Escolas Superiores do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Esta será a prova clarividente de promessa cumprida e de júbilo no coração dos naturais e demais residentes, no território do Concelho de Idanha-a-Nova”, assumem os membros do movimento.

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