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Exposição “Dissonâncias” abre hoje com aquisições e doações recentes do Museu do Chiado

A exposição “Dissonâncias” abre hoje ao público com 85 obras de 45 artistas, dando a conhecer uma seleção das recentes aquisições e doações de artistas e mecenas para o Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), no Chiado, em Lisboa.

Numa visita-guiada à agência Lusa, na segunda-feira, a diretora do museu, Emília Ferreira, sublinhou que as obras que ali entraram na última década mostram que “a generosidade de artistas e colecionadores nunca parou, mesmo nas alturas de crise económica mais profunda”.

“Num panorama pouco próspero como é o dos museus em Portugal, existir este nível de envolvimento na sociedade civil para com o museu é algo muito importante de destacar”, afirmou, agradecendo a artistas, seus herdeiros, colecionadores e mecenas que, desde o nascimento do museu situado no centro histórico de Lisboa, fundado em 1911, têm vindo a entregar diversas obras.

O seu acervo integra mais de 5.000 peças de arte, num percurso cronológico desde 1850 até à atualidade, incluindo pintura, escultura, desenho, fotografia e vídeo.

A exposição “Dissonâncias” vai exibir obras entradas na entidade na última década, consideradas “significativas da criação artística nacional dos séculos XIX, até ao início do XXI, agora na coleção do museu, e suprindo algumas antigas lacunas”, segundo Emília Ferreira.

Logo à entrada do MNAC, surgem obras de grandes dimensões de Cristina Ataíde, a peça em desenho “Lar doce lar”, de Pedro Portugal, uma maquete toda em fósforos que reproduz o Pavilhão de Portugal na Expo98, com a sua ampla pala desenhada por Álvaro Siza Vieira, e um trabalho de Rodrigo Oliveira, resultado de uma performance em que a obra foi parcialmente queimada.

Do desenho à pintura, passando pela gravura, fotografia, instalação, escultura, objetos e vídeo, a exposição apresenta ainda obras de Ana Pérez-Quiroga, Ana Vidigal, André Cepêda, António Olaio, Arnaldo Fonseca, Artur do Cruzeiro Seixas, Augusto Alves da Silva, Carlos Noronha Feio, Columbano Bordalo Pinheiro, Ernesto de Sousa, Gérard Castello-Lopes, Hein Semke, Henrique Vieira Ribeiro, Hugo Canoilas, Inês Norton e João Cristino da Silva.

A mostra, que ficará patente, com todas as obras, até 15 de novembro, “não tem um fio condutor claro, porque é atravessada por uma grande diversidade de trabalhos”, de acordo com a diretora do museu.

Em declarações à Lusa, no MNAC, Emília Tavares, uma das curadoras da exposição em conjunto com Adelaide Ginga, destacou, entre as muitas doações representadas, o conjunto de esculturas de Hein Semke (nascido em Hamburgo, em 1899 e falecido em Lisboa, em 1995), doadas pela família, parte de uma “generosa entrega que também inclui gravuras”, ou as fotografias de Manuel Botelho, igualmente incluídas na exposição.

“Muitas das doações foram feitas pelos próprios artistas na sequência de exposições realizadas no museu, e que não houve possibilidade de comprar, mesmo após as propostas apresentadas pelos curadores”, apontou Emília Tavares.

Têm sido vários os diretores do MNAC ao longo dos anos a lamentar a falta de recursos financeiros dedicados à aquisição de novas obras para acompanhar a evolução da história da arte em Portugal, “cuja representação deve assentar neste museu para usufruto do público, dos estudantes de artes e de investigadores”.

Nesta exposição – que abre hoje ao público, entre as 15:00 e as 20:00 – estão 11 obras adquiridas e 74 doações.

“Este museu tem essa responsabilidade, de ampliar a representatividade da arte contemporânea portuguesa até à atualidade”, defendeu a diretora, nas declarações à Lusa.

No acervo não existe, por exemplo, nenhuma obra de Paulo Nozolino ou de Cabrita Reis, e há apenas uma obra de Maria Helena Vieira da Silva e outra de Paula Rego, enumerou.

A exposição ficou marcada pela polémica, este verão, porque sofreu sucessivos adiamentos forçados pela pandemia da covid-19, e por problemas técnicos na montagem, que só no final de agosto a tutela daria luz verde para resolver.

“A uma semana da abertura conseguimos, finalmente, ter uma luz nova”, comentou Emília Ferreira sobre os projetores, que tinham mais de 20 anos e estavam degradados ao ponto de não funcionarem.

Foram substituídos, trazendo às salas uma luminosidade adequada para as obras serem apreciadas pelo público, “nos próximos 20 anos”, espera a diretora do museu.

*LUSA

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