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Terça-feira, Outubro 20, 2020
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ESTeSC prepara academia internacional de Ciências Biomédicas Laboratoriais

A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) vai lançar, em parceria com instituições de ensino superior de Bergen (Noruega) e Turku (Finlândia), uma academia digital de Ciências Biomédicas Laboratoriais, de acesso livre a todos os profissionais e estudantes da área a nível mundial.

O projeto, denominado BioTriCK e financiado em 360.050 euros pelo programa Erasmus+ Parcerias Estratégicas KA203, pretende promover a partilha de conhecimento e melhorar a qualidade de formação na área das Ciências Biomédicas Laboratoriais.

Na prática, esta plataforma vai reunir um histórico de casos clínicos reais e disponibilizar ferramentas de aprendizagem inovadoras (jogos, aplicações, filmes e uma “bioPedia”, por exemplo), a partir de informação recolhida e trabalhada por docentes, profissionais e estudantes de Ciências Biomédicas Laboratoriais.

“O objetivo é criar um ‘triângulo de conhecimento’, que permita desenvolver o ensino e melhorar a relação entre os estudantes, os monitores de estágio e a Escola”, explica Armando Caseiro, um dos docentes responsáveis pelo projeto BioTriCK na ESTeSC.

Além da ESTeSC-IPC, integram este consórcio a Western Norway University of Applied Sciences e a Turku University of Applied Sciences, sendo ainda parceiros do projeto o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, e os hospitais de Bergen (Noruega) e Turku (Finlândia), onde os alunos desenvolvem estágio curricular.

Note-se que, no caso da licenciatura em Ciências Biomédicas Laboratoriais da ESTeSC, o 4º ano de curso é realizado, maioritariamente, em contexto de estágio, sob monitorização de técnicos superiores de diagnostico e terapêutica da área.

“O estágio é um momento crítico para a formação”, frisa Armando Caseiro, lembrando que a experiência de cada estudante é, naturalmente, diferente em função do contexto que encontra. A partilha de experiências – nomeadamente de casos clínicos – através da academia digital, e em colaboração internacional, vai garantir “maior homogeneidade de distribuição de conhecimento, permitindo que os alunos saiam mais robustos da prática clínica”, frisa.

Também os profissionais vão beneficiar desta troca de experiências e conhecimento, até porque a European Association for Professions in Biomedical Science (outro parceiro do projeto) vai garantir a divulgação da academia por uma rede alargada de profissionais das Ciências Biomédicas Laboratoriais europeus.

Com um período de implementação de três anos, o BioTrick está ainda numa fase inicial de desenvolvimento.

A primeira reunião transnacional acontecerá em novembro, prevendo-se que a versão experimental da academia digital possa ser lançada em 2022.

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