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Nuno Borges assina vitória do dia e Pedro Sousa também avança no Lisboa Belém Open

Jornada terminou com triunfo de Gonçalo Oliveira em pares

Primeiros quartofinalistas são definidos na quarta-feira

Trio de portugueses só regressa na jornada seguinte

Nuno Borges foi a grande figura da segunda jornada dedicada aos quadros principais do Lisboa Belém Open, ao somar “uma das melhores vitórias” da carreira para repetir os passos do compatriota Pedro Sousa, que também venceu, chegar à segunda ronda do torneio do ATP Challenger Tour organizado pela Unisports, a MP Ténis e a Federação Portuguesa de Ténis no CIF com os apoios da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Belém.

A jogar o Lisboa Belém Open pela primeira vez na carreira, Nuno Borges respondeu da melhor forma possível ao “wild card” que lhe foi entregue pela organização: em pleno Estádio CIF, o campeão nacional absoluto impôs os parciais de 7-6(8) e 6-1 ao bósnio Damir Dzumhur, número 113.º do mundo que já foi 23.º e no fim de semana disputou a final do Challenger de Barcelona (campanha que lhe valeu a entrada no Lisboa Belém Open como “special exempt”).

Para conseguir uma das melhores vitórias da carreira, o tenista de 23 anos natural da Maia salvou seis “set points” no “tie-break” da primeira partida, cinco deles de forma consecutiva (acabando por transformar um 1-5 em 8-6).

Nuno Borges

A perder por 6-1 [no ‘tie-break’] qualquer um pensa que o ‘set’ já foi, mas estive muito bem. Não costumo pensar de forma tão clara no que fazer nem conseguir manter a mente tranquila. Sabia o que tinha de fazer e penso que ele também sentiu a pressão de fechar o ‘set’, enquanto eu joguei cada ponto como qualquer outro e acabei por conseguir sacá-los um a um e jogar o meu melhor ténis nos momentos decisivos”, afirmou o número 500 do “ranking” a propósito do momento-chave do duelo.

Chamado a classificar a vitória, Borges não hesitou em colocá-la entre as melhores: “Já ganhei muitos jogos contra atletas que teoricamente eram melhores do que eu, mas este foi sem dúvida um dos melhores, principalmente nesta última fase da minha carreira. Sem dúvida que está no meu top 5.”

A separá-lo dos primeiros quartos de final de singulares no ATP Challenger Tour, Nuno Borges terá o brasileiro Guilherme Clezar (270.º), que no “qualifying” superou o português João Monteiro e esta terça-feira derrotou o francês Maxime Janvier (206.º) por 7-6(8) e 6-2.

Horas antes, também Pedro Sousa carimbou o acesso à segunda ronda do Lisboa Belém Open.

A jogar em casa, o número dois português e 111 ATP superou o amigo Gastão Elias (432.º) por 6-7(5), 6-1 e 6-3, num duelo que foi sinónimo de dificuldades para ambos.

Pedro Sousa e Gastão Elias

“Quando saiu o sorteio comentámos logo que entre tantos jogadores tinha logo de sair o Gastão, que é um dos meus melhores amigos. Já passámos imensas horas juntos dentro do campo e ia ser sempre um jogo complicado e difícil de gerir, mais do que qualquer outro e ainda para mais jogando no nosso clube, um bocadinho mais meu do que dele, mas que também faz parte da carreira dele. Não foi fácil, tive de tentar abstrair-me disso, mas não foi fácil”, revelou Sousa, enquanto Elias falou das várias emoções envolvidas no frente-a-frente: “Estava muito nervoso e nenhum dos dois jogou bem. Era ver qual dos dois cometia menos erros e se mantinha fiel à tática de cada um. Foi um encontro muito complicado porque nenhum de nós fez o seu jogo, estávamos a jogar como achamos que o outro se incomoda mais e andámos os dois nisto o tempo todo. Ele mereceu ganhar, foi melhor e mais ofensivo — houve momentos em que me deixei ficar demasiado defensivo.”

Na segunda ronda, Pedro Sousa vai encontrar Hugo Grenier (248.º), francês que venceu há duas semanas, a caminho da final do Challenger de Split, na Croácia.

Quer esse duelo, quer os que vão colocar Nuno Borges e Gonçalo Oliveira frente a frente com Guilherme Clezar e Dmitry Popko, respetivamente, acontecerão na quinta-feira.

A jornada de quarta-feira será dedicada aos primeiros encontros da segunda ronda de singulares (o primeiro cabeça de série, Jaume Munar, é um dos tenistas que vão a jogo) e aos últimos da primeira eliminatória de pares, com as duplas Nuno Borges/Francisco Cabral e Tiago Cação/João Monteiro envolvidas.

Apurado para a segunda ronda da variante está já Gonçalo Oliveira, que no último encontro do dia foi feliz ao lado do amigo Roberto Cid Subervi (da República Dominicana), com quem derrotou os compatriotas João Domingues e Pedro Sousa por 6-1, 4-6 e 10-7.

*Texto: Gaspar Ribeiro Lança
*Fotografia: Beatriz Ruivo

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