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Pedro Sousa regressa aos quartos de final do Lisboa Belém Open

A jogar em casa, foi o único luso a avançar na variante individual. Nos pares está garantida a presença de pelo menos um português na grande decisão de sábado

O ténis português continua a ter motivos para sorrir no Club Internacional de Foot-Ball (CIF), onde esta quinta-feira Pedro Sousa selou o apuramento para os quartos de final do quadro principal de singulares e Gonçalo Oliveira, Nuno Borges e Francisco Cabral marcaram encontro nas meias-finais de pares, resultados que desde já garantem a presença de pelo menos um tenista luso na final de sábado do Lisboa Belém Open — torneio do ATP Challenger Tour que é organizado pela Unisports, a MP Ténis e a Federação Portuguesa de Ténis, com os apoios da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Belém.

A jogar em casa, o lisboeta de 32 anos voltou a confirmar o favoritismo e livrou-se de Hugo Grenier (248.º) em duas partidas, por 7-5 e 6-0, depois de descomplicar um encontro que poderia ter resolvido com mais folga, uma vez que liderou por 4-1 com duplo “break” na primeira partida e voltou a ter pontos para quebrar o serviço ao francês no 4-4.

“Já tinha jogado com ele em Split e foi mais ou menos igual, um jogo bastante duro. Ele não tem uma pancada que faça uma grande mossa, mas é muito sólido, chega a bastantes bolas e tem um bom primeiro serviço“, analisou Sousa na conferência de imprensa, em que também explicou a frustração que tem exibido nos últimos encontros: “Quando estou à frente no marcador estou com algumas dificuldades em manter-me assim, a acelerar muito a bola e a cometer alguns erros. Já em Split senti o mesmo e foi disso que me queixei. Acho que é a única coisa que tenho a melhorar, porque do fundo do court estou a sentir-me bem.”

Apurado para os quartos de final do Lisboa Belém Open pela terceira vez em três participações (caiu nessa fase no primeiro ano e nas meias-finais em 2018; em 2019 não jogou devido a uma lesão), Pedro Sousa vai discutir a passagem às meias-finais com Dmitry Popko.

O jogador cazaque foi o primeiro vencedor do dia (6-2 e 6-2), ao colocar um ponto final na campanha de singulares de Gonçalo Oliveira, que no entanto continua em prova nos pares: horas depois, o português voltou à ação com o amigo Roberto Cid Subervi, da República Dominicana, e recuperou da desvantagem de um “set” para superar os terceiros cabeças de série Robert Galloway (EUA) e Denys Molchanov (Ucrânia), pelos parciais de 1-6, 6-3 e 10-4.

Goncalo Oliveira Roberto Cid Subervi

Nos restantes encontros de singulares da jornada, o campeão nacional absoluto Nuno Borges foi travado pelo “qualifier” brasileiro Guilherme Clezar (6-3 e 7-6[5]) depois de ter carimbado a melhor vitória da carreira no circuito internacional, ao passar por Damir Dzumhur na primeira ronda.

Esta quinta-feira, o jovem maiato de 23 anos não conseguiu apresentar o nível tenístico que o levou a vencer 21 dos 24 encontros de singulares disputados no circuito internacional esta época (e ainda João Sousa e Gastão Elias no circuito da Federação Portuguesa de Ténis depois do confinamento), mas reagiu bem a um mau arranque do segundo “set” e esteve muito perto de forçar um terceiro: depois de estar a perder por 5-2 só faltou segurar o “saque” quando serviu a 6-5.

“Saio um bocadinho mais frustrado porque não aproveitei a oportunidade ao servir para o ‘set’, pelo menos teria forçado uma terceira partida. Estou desiludido, mas o balanço é muito positivo. Podia ter perdido na primeira ronda que teria sido positivo só pela experiência, por poder jogar num palco destes e num torneio deste nível, e tendo uma vitória nos singulares ainda mais positivo é”, contou Borges na análise ao encontro em conferência de imprensa.

Nuno Borges e Francisco Cabral

Clezar, que tem dois títulos no ATP Challenger Tour em sete finais disputadas, vai discutir os quartos de final com Federico Gaio (136.º), italiano que confirmou o estatuto de quinto cabeça de série ao derrotar Elliot Benchetrit por 6-4 e 7-5.

A fechar a jornada, mais uma alegria para o ténis português: Nuno Borges e Francisco Cabral deram a volta aos brasileiros Orlando Luz e João Menezes para vencerem por 2-6, 7-5 e 10-5 e marcarem encontro com o compatriota Gonçalo Oliveira e Roberto Cid Roberto Cid Subervi numa meia-final que assegura a presença de pelo menos um jogador “da casa” no encontro de atribuição do título de pares, marcado para sábado.

*Texto: Gaspar Ribeiro Lança
*Fotografia: Beatriz Ruivo

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