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Pedro Sousa regressa às meias-finais do Lisboa Belém Open

Primeiro cabeça de série Jaume Munar também seguiu em frente

Italianos serão os adversários dos dois favoritos

Gonçalo Oliveira vai jogar a final de pares

Dois anos depois, Pedro Sousa está de volta às meias-finais de singulares do torneio do ATP Challenger Tour que joga em casa, o Lisboa Belém Open — organizado pela Unisports, a MP Ténis e a Federação Portuguesa de Ténis, com os apoios da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Belém.

Número 111 do “ranking” mundial, o tenista português de 32 anos alinhou a melhor exibição da semana para afastar o cazaque Dmitry Popko (178.º), que na ronda anterior deixou pelo caminho Gonçalo Oliveira, com os parciais de 7-5 e 6-2.

Depois de um mau início, em que cedeu por duas vezes o serviço, o segundo cabeça de série elevou o nível da pancada de serviço e começou a desenhar a recuperação que decidiu o encontro: muito forte do fundo do “court”, trabalhou bem a construção dos pontos e teve como um dos momentos chave do duelo a quebra de serviço conseguida ao oitavo jogo, quando inverteu um 40-15 no “saque” do jovem cazaque.

Uma vez anulada a desvantagem, o encontro passou a estar sob o comando de Sousa, que voltou a conseguir uma quebra de serviço ao 12.º jogo do parcial inaugural e depois resolveu o segundo parcial com tranquilidade, graças a “breaks” rubricados ao quarto e oitavo jogos.

Goncalo Oliveira Roberto Cid Subervi

“Não entrei tão bem, mas ele teve bastante mérito porque esteve muito sólido. Eu nem estava a jogar mal, apesar de estar a servir um pouco devagar. Depois comecei a ir buscar mais o serviço e mantive-me em jogo, porque ele acabaria por baixar o nível e a verdade é que eu também consegui subir e ganhei o primeiro set. O segundo também foi duro, mas joguei bastante bem. Foi o meu melhor encontro em todos os aspetos, tanto física, como mental e taticamente”, referiu sobre a vitória rubricada esta sexta-feira, antes de recordar de forma divertida um momento recente passado com o próximo adversário, Alessandro Giannessi (164.º).

“Conhecemo-nos há bastante tempo e já jogámos em Futures, na final de um Challenger e num torneio do Grand Slam. Jantámos juntos na segunda-feira e ainda na semana passada, em Barcelona, estava um dia de chuva e enquanto tomávamos café começámos a picar-nos um ao outro: eu disse-lhe que lhe ganhei aqui e ali, ele foi ver o frente-a-frente e disse que está à frente, mas eu respondi que venci os mais importantes, a final [em Francavilla] e em Wimbledon [no qualifying de 2017]. Ele concordou e disse-me que se tivesse ganho essa final tinha entrado direto em Roland-Garros e Wimbledon e que eu lhe custei uns 70 ou 80 mil euros”, contou, bem-disposto.

A segunda meia-final do Lisboa Belém Open terá contornos semelhantes, uma vez que também colocará frente-a-frente um dos principais candidatos ao título e um jogador transalpino.

Jaume Munar, que chegou ao CIF como o tenista mais cotado (é o primeiro cabeça de série e o 112 do “ranking”), apresentou-se a todo o gás no último encontro da jornada e aplicou os parciais de 6-2 e 6-2 ao francês Alexandre Muller (233.º), que na passagem anterior por Portugal terminou o ITF de 25 mil dólares de Tavira como vice-campeão (perdeu para Frederico Silva).

Jaume Munar

Natural de Maiorca, como o seu ídolo Rafael Nadal, Munar aproveitou alguns erros iniciais do opositor e a partir do 3-2 no “set” inaugural soltou o seu melhor ténis: investiu nas paralelas e, sempre dentro do “court”, conseguiu sempre esconder do francês a sua próxima pancada, recorrendo várias vezes ao “amortie” de esquerda para o desgastar.

O primeiro cabeça de série esteve irrepreensível em todos os capítulos, de tal forma que os únicos pontos de “break” que enfrentou chegaram no último jogo — e foi tão rápido a salvá-los como a converter o primeiro “match point”, para vencer ao cabo de apenas 1h14.

O adversário que o separa da primeira final da temporada é Federico Gaio, que ocupa a 136.ª posição na hierarquia mundial.

Esta sexta-feira, o italiano de 28 anos venceu o encontro mais longo desta edição do Lisboa Belém Open, ao superar o “qualifier” brasileiro Guilherme Clezar (270.º, mas que chegou a ser 153.º) por 5-7, 6-4 e 7-6(3) depois de 2h58.

Com início previsto para as 10h da manhã, no Estádio CIF, as meias-finais do quadro principal de singulares constituirão a primeira parte da jornada de sábado, que culmina na coroação dos primeiros campeões do Lisboa Belém Open: nunca antes das 15h, o português Gonçalo Oliveira e o dominicano Roberto Cid Subervi vão discutir a final de pares com Harri Heliovaara e Zdenek Kolar.

Federico Gaio

Oliveira e Cid Subervi levaram a melhor no encontro com os portugueses Nuno Borges e Francisco Cabral — que disputaram pela primeira vez as meias-finais de um torneio do ATP Challenger Tour — por 3-6, 6-3 e 10-8, enquanto o finlandês e o checo superaram Chun-hsin Tseng e Kacper Zuk com os parciais de 4-6, 6-1 e 10-7.

“Foi um bom jogo, o Nuno e o Cabral jogaram bem. Tem sido uma semana boa com o Roberto, tem sido divertido. É a minha segunda final aqui e desta vez espero vencer o torneio”, começou por revelar Oliveira, que até já tinha voo marcado e previsto para a tarde desta sexta-feira: “Já tinha a mala na sala dos jogadores e o voo comprado, porque era às 14h. Tive de comprar, senão não podia ir. [Assim] para a semana não vou jogar, mas vou uma semaninha de férias para o Algarve, tranquilo para a praia, o que também não é mau.”

A final de sábado será a 23.ª de Gonçalo Oliveira na variante de pares no circuito Challenger, terceira só neste conturbado ano de 2020.

O registo geral do portuense é de 9 vitórias e 13 derrotas, com um aproveitamento de 50% nas decisões que jogou esta época.

E o “ranking” que ocupa (é um dos dois portugueses no top 100 de pares, juntamente com João Sousa) até lhe permitiria aspirar a torneios maiores, mas nesta fase não o pretende fazer: “Se eu tivesse objetivos nos pares tinha de estar a jogar torneios ATP, porque aqui não dá para subir muito mais. Mas nesta fase da minha carreira não quero apostar só nos pares, ainda sou muito novo e tenho muito ténis para dar nos singulares. É jogar todos os torneios, pares é ténis, singulares é ténis. Gosto de jogar ténis e de cada vez que entro no court é para ganhar. Seja em singulares ou pares tento dar o meu melhor.”

*Texto: Gaspar Ribeiro Lança
*Fotografias: Beatriz Ruivo

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