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Pedro Sousa e Jaume Munar marcam final de luxo no Lisboa Belém Open

Gonçalo Oliveira conquista o título de pares ao lado de Roberto Cid Subervi

Pedro Sousa (111.º do “ranking” ATP) de um lado, Jaume Munar (112.º)do outro.

Os dois tenistas mais cotados vão estar frente-a-frente na grande final de singulares do Lisboa Belém Open, torneio do ATP Challenger Tour que este sábado já coroou um campeão português: ao lado do amigo Roberto Cid Subervi, Gonçalo Oliveira levou para casa o mais desejado dos troféus da final de pares do evento, que é organizado pela Unisports, a MP Ténis e a Federação Portuguesa de Ténis, com os apoios da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Belém.

A jogar em casa, o lisboeta de 32 anos confirmou o favoritismo e venceu mais um duelo de amigos, desta vez ao passar pelo italiano Alessandro Giannessi (164.º) com os parciais de 6-4 e 6-4.

O primeiro duelo da jornada desenrolou-se de forma equilibrada, mas também imprevisível.

Entre várias quebras de serviço, o português perdeu a liderança inicial e ficou rapidamente dois “breaks” atrás, mas ao sexto jogo surgiu o erro que desempenhou um papel importante no desfecho do primeiro “set”: Giannessi cometeu três duplas faltas que lhe custaram um dos “breaks” de vantagem e minutos depois uma outra que recolocou Sousa a par e passo no marcador.

Com a igualdade restabelecida, Sousa elevou o nível de jogo numa fase fundamental e foi recompensado com a vitória na primeira partida.

Se na eliminatória anterior apostou na esquerda paralela para tirar Dmitry Popko da zona de conforto, este sábado, face às características do adversário esquerdino, o português recorreu à direita cruzada para desequilibrar Giannessi e tentar fechar os pontos com a esquerda cruzada na zona do “court” deixada em aberto.

Pedro Sousa

“Hoje [o encontro] não foi tão bom. Ele é um adversário que dá menos ritmo e que varia mais o jogo, a direita vem muito rápida, a esquerda tanto vem alta, como em ‘slice’ e faz uns ‘amorties’, é canhoto e isso muda o jogo. Não foi tão limpo, nenhum de nós jogou bem no início e ele acabou por cometer uns erros quando ia à frente que fizeram a diferença. O segundo set foi um pouco melhor, consegui sair bem na frente. As bolas começaram a ficar muito pesadas e ficou difícil fazer mossa no adversário, felizmente tinha dois ‘breaks’ de vantagem e foi suficiente”, analisou Pedro Sousa, que no domingo pode igualar o recorde do treinador Rui Machado, que é o português com mais títulos de singulares (oito) conquistados no ATP Challenger Tour.

“É só mais uma final e nem eu, nem ele estamos preocupados com isso. Ele trabalha comigo, por isso estamos os dois contentes por termos bons resultados. Das 15 finais, 14 foram a treinar com ele e isso é o mais importante. Se ganhar ele também vai ficar contente”, acrescentou.

A seguir, o espanhol Jaume Munar agarrou a segunda e última vaga na grande final, ao superar Federico Gaio (136.º) pelos parciais de 6-3 e 6-0.

Depois de um primeiro “set” bastante equilibrado, o “break” conseguido logo a abrir o segundo ditou a superioridade de Munar, que agarrou a liderança do encontro e não mais a largou frente a um adversário que na véspera jogou durante três horas, carimbando de forma muito autoritária a quarta vitória da semana — todas em dois “sets”.

Se Pedro Sousa estará pela 15.ª vez na final de um Challenger, para Jaume Munar será a sétima neste circuito (tem quatro títulos conquistados).

O frente-a-frente entre ambos regista apenas um encontro, favorável ao espanhol, que venceu na primeira ronda do ATP 500 de Barcelona, em 2019.

“Os nossos rankings são similares, ele está a jogar bem e eu também, por isso vai ser equilibrado. Vai ser 50-50. Ele joga em casa, mas eu também me sinto em casa”, respondeu o maiorquino quando questionado sobre a final de domingo, antes de abordar a ausência do público nas bancadas e a as alterações que poderá significar: “Adoro jogar com público. É claro que aqui o público estaria pelo Pedro, mas eu gosto de estar rodeado de pessoas e tenho uma ligação com o público português. Seria bom ter alguns a torcer por mim, mas adoraria mesmo que só o apoiassem a ele.”

Sobre o português, Munar só teve elogios a dizer: “O Pedro bate bem dos dois lado, tem pancadas muito fortes do fundo do ‘court’ e é um adversário difícil. Mas espero manter-me focado em mim e no que faço. Veremos quem tem mais chances e quem joga melhor amanhã.”

A grande final de singulares do Lisboa Belém Open 2020 está marcada para as 10h30 de domingo e será transmitida em direto na Sport TV 4.

A fechar o dia, foi coroado o primeiro campeão português desta edição: na final de pares, Gonçalo Oliveira e Roberto Cid Subervi (da República Dominicana) derrotaram o finlandês Harri Heliovaara e o checo Zdenek Kolar por 7-6(5), 4-6 e 10-4 para conquistarem o primeiro título enquanto dupla.

Se para o dominicano se tratou de uma estreia absoluta a vencer no ATP Challenger Tour, para o português — que ocupa a 81.ª posição no “ranking” mundial de pares — foi a 10.ª conquista na variante só neste circuito, 33.ª se contabilizados os 20 títulos que ergueu em provas ITF (aos quais acrescenta ainda outros sete em singulares).

“Ganhar em casa tem um sabor muito mais especial. O único título que tinha ganho em Portugal foi em Vale do Lobo, um Future em pares, mas este tem outro sabor. Vou guardar boas recordações deste torneio, como sempre guardei, já tinha feito final e foi aqui que tive a minha primeira vitória em singulares [no ATP Challenger Tour]. Agradeço ao Roberto pela semana e espero vir cá para o ano defender o título”, disse o portuense na conferência de imprensa que se seguiu à vitória.

*Texto: Gaspar Ribeiro Lança
*Fotografias: Beatriz Ruivo

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