No âmbito da audição de apreciação na especialidade da Proposta de Lei (GOV) – “Aprova o Orçamento do Estado para 2021” – Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, com a presença do Senhor Ministro do Ambiente e Ação Climática, a deputada do Partido Socialista eleita pelo Distrito de Castelo Branco, Joana Bento, interveio numa perspetiva de alertar para o despovoamento dos meios rurais que origina um área florestal de uso cada vez mais espontâneo e não gerido, saudando a redução de 50% da área ardida enquanto meta do Ministério, e perspetivando um necessário “olhar novo” para a floresta, através da ação do presente governo.
Assim, questionou o Senhor Ministro acerca da resposta que este novo orçamento dá para a Floresta, enquanto “sumidouro de carbono” e ainda quais os incrementos – tendo em conta os planos apresentados – para a valorização dos vários ecossistemas.
Por último, veio perguntar que estruturas de valorização, ou “chave política prioritária em 2021”, serão disponibilizadas para os territórios florestais mais vulneráveis.
Em resposta, o Senhor Ministro referiu que Portugal “tem hoje uma capacidade de sequestro de carbono quase a 100%, decorrente das florestas”, referindo que o grande objetivo do ministério é a “gestão da política florestal, através de verbas do PDR para investir na paisagem e do Fundo Ambiental para remuneração do cuidado dos proprietários”, reconhecendo por fim que a “política florestal é uma política que tem de reconhecer a diversidade do território (…) ao contrário do anterior governo cuja política florestal foi plantar eucaliptos do Minho ao Algarve. Essa diversidade já é reconhecida no programa Condomínio de Aldeia, com os territórios já contratados, de Monchique e Silves ao Pinhal Interior.”
https://www.youtube.com/watch?v=zP9tSE1OKFs&t=3s Intervenção JB
https://www.youtube.com/watch?v=-TpdjV4JBfM Resposta Ministro










