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Contra o intolerável aceitar do fascismo e da intolerância

82 anos após a Noite de Cristal, assistimos a um ressurgimento e uma normalização do fascismo e da intolerância por todo o mundo – incluindo Portugal

Hoje assinala-se o Dia Internacional contra o Fascismo e o Antisemitismo, ao recordar-se o Pogrom da Kristallnacht, ou Noite de Cristal, que teve lugar a 9 de novembro de 1938, na Alemanha.

Nessa noite, várias sinagogas foram queimadas, cemitérios judaicos foram profanados, milhares de lojas foram destruídas e saqueadas e uma centena de judeus foram mortos. Considera-se esta a data simbólica em que teve início o Holocausto.

Não nos iludamos com a ideia de que o fascismo acabou com o fim da II Guerra Mundial e com a derrota do Nazismo. 

O contexto político e social dos últimos anos evidencia que o racismo, o nazismo e o fascismo ganham força pública em todo o mundo.

O preconceito contra judeus continua a ser alimentado por teorias da conspiração, milhares de migrantes e refugiados que procuram auxílio e melhores condições de vida são considerados indesejáveis e, por isso, ignorados e desprezados; o medo e a ignorância conduzem à formação de estereótipos contra muçulmanos e ciganos; ativistas LGBTQI continuam a ser perseguidos e muitas minorias continuam a ser rejeitadas.

Assistimos hoje, também em Portugal, a discursos de ódio que passam impunes e ao aparecimento de propostas políticas que contrariam os direitos humanos. 

A rejeição de qualquer posição discriminatória é obrigação de todos os partidos e cidadãos democráticos e defensores dos direitos humanos e está inscrita na Constituição da República Portuguesa.

“É por isso que vemos com muita preocupação a complacência e aceitação por parte de partidos como o PSD, CDS ou IL de alianças com outros partidos e pessoas que defendem medidas que nos remetem para a Alemanha da década de 1930.”, afirma o LIVRE em comunicado. 

“É também por isso que vemos com muita preocupação a normalização do discurso discriminatório e de propostas que constituem atentados aos direitos dos cidadãos na comunicação social  através de  alguns comentadores e colunistas. E é também por isso que exigimos zelo por parte das instituições no cumprimento da Constituição, nomeadamente por parte do Tribunal Constitucional.”, reafirma o mesmo documento.

Finalmente o LIVRE assegura que “Nós, enquanto comunidade, temos o dever moral de construir quotidianamente uma sociedade de paz, tolerância e aceitação. O fascismo, o racismo, os movimentos nazis e qualquer tipo de discriminação devem ser identificados, rejeitados e combatidos sem pejo e sem concessões.” 

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