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COVID-19 : projeto inovador aposta na monitorização remota de consumo de oxigénio líquido

Projeto Wirelox apoiado pelo Portugal 2020 procura aumentar a capacidade de oferta domiciliária de oxigénio e minimizar o risco de contágio de doentes respiratórios durante a pandemia da COVID-19

Linde Saúde e o Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (CeNTI) apostam no desenvolvimento de um sistema de medição remoto que irá permitir adequar as entregas domiciliárias de oxigénio líquido ao real consumo de doentes respiratórios.

O principal objetivo do projeto Wirelox é minimizar o risco de infeção pelo novo coronavírus num grupo de risco capaz de desenvolver complicações mais graves, e aumentar a capacidade operacional de resposta a doentes com necessidades de oxigénio no domicílio. 

Consumo de oxigénio líquido

O consórcio entre a Linde Saúde e o CeNTI pretende introduzir a monitorização à distância de medição remota do nível de oxigénio nos reservatórios de oxigénio (homelox). 

Atualmente, a medição do nível de O2 nos homelox pode ser realizada apenas no local, através de um indicador de LEDs, integrado na estrutura, sendo necessário realizar a troca das homelox antes de atingirem níveis demasiado baixos.

“Este é mais um passo que permitirá reforçar as medidas de segurança durante a pandemia da COVID-19, minimizando o risco de contágio a doentes que integram o grupo de risco, ao otimizar-se a frequência de visitas para enchimento dos homelox ao mesmo tempo que se contribui para o acompanhamento clínico e sucesso terapêutico dos doentes.” esclarece Tiago Esteves, diretor geral da Linde Saúde Iberia, França e Benelux.

Este protótipo, que será acoplado  ao homelox, permitirá a monitorização dos LEDs indicadores do nível de oxigénio.

Após a medição do estado dos LEDs, a informação será transmitida para uma plataforma digital da Linde, para análise pela equipa de planeamento de rotas.

“Esta informação permitirá otimizar a nossa cadeia de distribuição e expandir a nossa capacidade de resposta a novos doentes em até 20%, devido ao melhor aproveitamento do nosso parque de homelox. Este fator é particularmente relevante num momento em que existe no mercado internacional uma enorme escassez de equipamentos de suporte à terapia com oxigénio” explica Tiago Esteves.

Tiago Esteves reforça ainda que “a Linde Saúde procura garantir durante o período de pandemia da COVID-19 que todas as operações são seguras e os fornecimentos estáveis, criando medidas de precaução extra para assegurar o aumento de produção e a maior complexidade de distribuição.

Como fornecedor essencial neste momento crítico, temos de estar fisicamente presentes junto às pessoas que mais necessitam.”

Este projeto (nº069792)  é cofinanciado pelo Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE2020), num investimento total de 160.252,53  euros, através do  Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

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