28.3 C
Castelo Branco
Quarta-feira, Junho 16, 2021
No menu items!
InícioCulturaTeatro das Beiras estreia "A Força do Hábito", de Thomas Bernhard, a...

Teatro das Beiras estreia “A Força do Hábito”, de Thomas Bernhard, a 20 de novembro

“A Força do Hábito”, de Thomas Bernhard, com tradução de Alberto Pimenta e encenação de Nuno Carinhas estreia esta sexta feira, 20 de novembro, às 20h45, no Auditório do Teatro das Beiras.

Estará em cena até 27 de novembro, com sessões nos dias 21 e 22, às 11h e de 25 a 27 às 20h45.

A lotação da sala é reduzida a 45 espetadores por sessão.

A reserva deve ser feita por telefone, para o 275 336 163.

Sobre a peça:

As criaturas vulgares

Se “A Força do Hábito” fosse um quadro de Magritte, teria inscrita a frase: “Isto não é um retrato de artistas”.

Artistas relutantes, diga-se.

Exilados, ambulantes – o público no escuro é reconhecido pelo faro apurado de Garibaldi: em cada cidade, um cheiro diferente.

Os artistas odeiam-se entre si, não se entendem, embora precisem uns dos outros, e por isso mesmo.

Para tocar em conjunto, para continuarem vivos.

Continuando a ensaiar o “Quinteto da Truta”.

A vida de todos os mortais precisa de narrativas construídas pelos artistas.

E de que se alimentam os artistas para sua sobrevivência, para além do cheiro do público? Doutras artes, doutras práticas que lhes exigem persistência em busca da perfeição.

A par dos afectos esquinados pelas ovelhas tresmalhadas da família e das memórias extremas. Dos momentos inesquecíveis, entre a ocasião sublime e o acidente fatal.

Provas de vida a cada dia de ensaio, dentro e fora da “pista”.

Sentidos alerta: um passo em falso, e é a morte do artista.

Não desistir do treino e do rigor: cabeças e corpos. Ferrara / fé rara.

De terra em terra, de estação a estação, a viagem com esperança no infinitamente difícil, inatingível.

Bento Domingues: “Na utopia, vive a esperança de uma outra sociedade; na esperança, vive a utopia de um outro mundo”.

Diz Garibaldi:

“A sociedade escorraça de si quem a ameaça” (…).

“Não resta senão”, diz o mesmo Garibaldi, “entrar com o arco a tocar pela morte dentro”.

Entretanto não se fala de produção nem de consumo. Tão só da alma, igual à peça de madeira que une as costas à frente dos instrumentos de corda e que faz ressoar o som.

“Toda a palavra é uma invocação”, como no teatro!

“A arte que se faz nunca mais deixa em paz a cabeça”.

Uma homenagem que Thomas Bernhard presta à gente do Teatro, do Circo e da Música, com verrina e ternura. Criaturas (in)vulgares em versão de câmara.

*Nuno Carinhas Teatro das Beiras, Covilhã

Ficha artística:

Autor: Thomas Bernhard

Tradução: Alberto Pimenta

Encenação: Nuno Carinhas

Cenografia, figurinos e cartaz: Luís Mouro

Desenho de luz: Fernando Sena

Apoio musical: Maria Gomes e Rogério Peixinho

Operação de luz e som: Hâmbar de Sousa

Confecção de figurinos: Sofia Craveiro

Carpintaria: Pedro Melfe

Produção: Celina Gonçalves

Fotografia e Vídeo: Ovelha Eléctrica

Interpretação: Fernando Landeira, Roberto Jácome, Sílvia Morais, Susana Gouveia e Tiago Moreira

Duração: aprox. 1h20minutos

Classificação etária: M/12 anos

Datas:

Estreia: 20 de novembro, às 20h45

Apresentações: 20, 25, 26 e 27 de novembro, às 20h45 e 21 e 22 de novembro, às 11h

Covilhã > Auditório do Teatro das Beiras

Reservas para 275 336 163 / 963 055 909

Preço bilhete: 6€ (aplicam-se descontos a estudantes, maiores de 65 anos e sócios do Teatro das Beiras)

Leave a Reply

- Advertisment -

Most Popular

COMENTÁRIOS RECENTES

Paula Alexandra Farinha Pedroso on Elias Vaz lança livro sobre lendas e mitos de Monsanto
%d bloggers like this: