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Portugal integra robótica na indústria de Louça cerâmica para reforçar liderança nas exportações

O Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro escolheu o Instituto Superior de Engenharia de Coimbrapara automatizar os processos de produção industrial da louça cerâmica portuguesa. “OISEC irá responder às necessidades da indústria com assoluções tecnológicas mais avançadas”, afirma Mário Velindro, presidente do instituto.

O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra – ISEC vai integrar sistemas robóticos na indústria de louça cerâmica e criar novas soluções tecnológicas – como sensores e pinças multifunções produzidas em impressoras 3D – que vão potenciar a competitividade dos produtos portugueses no mercado mundial e reforçar a sua liderança nas exportações europeias.

A investigação e o desenvolvimento dos sistemas vai ser feita em parceria com o Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro – CTCV, integrado num projeto global de 1,68 milhões de euros financiado por verbas europeias.

“Portugal é o maior exportador europeu de louça cerâmica de uso doméstico – em faiança, barro fino, grés e barro comum – e o segundo maior a nível mundial”, afirma Baio Dias, diretor do CTCV.

“Está-se a viver uma crise no setor, principalmente nas empresas que fabricam produtos mais ligados à hotelaria e restauração, devido à pandemia da Covid-19: a modernização dos processos é, por isso, uma necessidade vital para reforçar a competitividade das nossas exportações e, se possível, aumentar as nossas exportações para países como a Alemanha, a França ou os Estados Unidos de América”.

O ISEC vai envolver investigadores, docentes eestudantes do mestrado em Engenharia Eletrotécnica na criação de soluções para dar resposta às lacunas da indústria da Cerâmica e do Vidro.

“Vamos melhorar os sistemas existentes e introduzir novas ferramentas – com recurso a impressoras 3D – para que os robôs se tornem mais versáteis. A automação dos processos permite diminuir a taxa de desperdício bem como aumentar a eficiência da produção, o que permitirá às empresas tornarem-se mais competitivas”, afirma Nuno Ferreira, professor responsável do Departamento de Engenharia Eletrotécnica do ISEC.  

“A investigação do ISEC está a ser cada vez mais procurada por várias fileiras industriais que procuram soluções tecnológicas avançadas”, afirma Mário Velindro, presidente do ISEC.

“O ISEC é uma escola de engenharia vocacionada para a transferência de conhecimento e para a promoção de projetos de I&D. Nada nos agrada mais do que trabalhar com empresas em desafios industriais muito concretos.”

Colaboração humanos-robôs: menos riscos, maiseficiência

“Existem ainda muitos processos repetitivos, pesados, e alguns até perigosos, que são executados manualmente na indústria cerâmica, os quais podem causar lesões nos colaboradores das empresas”, afirma Baio Dias.

“O auxílio dos robôs na automatização de alguns processos, sobretudo os que envolvem o uso de produtos químicos, vai ser fundamental para a diminuição de riscos e para a proteção dos recursos humanos”.

Nas futuras linhas de produção os sistemas robóticos colaborativos, baseados na interação homem-máquina, irão substituir pessoas nos postos perigosos e otimizar a eficiênciados processos produtivos das empresas.

“Os robôs têm um papel cada vez mais decisivo na criação de soluções otimizadas, mais eficientese seguras, a um custo reduzido”, afirma Nuno Ferreira.

“A digitalização das linhas de produção que estamos a preparar vai ser crucial para a indústria nacional manter a liderança das exportações de louça cerâmica de uso doméstico na Europa”.

O Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro – CTCV está a construir um laboratório de demostração de robótica industrial e inovação tecnológica em Coimbra para formar uma nova geração de técnicos da indústria cerâmica.

O laboratório faz parte do projeto CTCV_2021, financiado em 1,68 milhões de euros pelo CENTRO2020, para investimentos em tecnologias e instalações de demostração para apoio à Indústria 4.0, Economia Circular e Eficiência Energética.

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