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FUNDÃO: Vereadores do PS denunciam “Um orçamento de milhões em que não se sabe onde vêm os tostões”

Reuniu no dia de ontem, 14 de dezembro, o executivo da Câmara Municipal do Fundão para, entre outros pontos, discutir e aprovar os documentos provisionais para o ano de 2021, o Orçamento Municipal e as Grandes Opções do Plano (GOP).

Os vereadores do PS congratulam-se pelo facto de terem sido informados em sede de Câmara que o visto do Tribunal de Contas, tendo em vista o início das obras do Cine Teatro, tenha finalmente chegado.

“Curiosamente, só após 4 anos de mandato, fora anúncios em mandatos anteriores, é que finalmente conseguimos ver esta sucessiva proposta pré-eleitoral em andamento, como justamente os Fundanenses merecem.”, denunciam em comunicado.

Da análise macro dos documentos, os vereadores do PS declaram que retiram várias máximas; A primeira é que os grandes beneficiados das vindouras eleições autárquicas são as esforçadas Juntas de Freguesias, dado que é sucessivamente em anos eleitorais que o município olha com justiça para as suas necessidades, como nos refere a rubrica “Transferência de capital para a Juntas de Freguesia”, com um aumento de mais de 100 mil euros.

“Olhando com igual detalhe”, verificam uma redução de 40% no valor do cartão social, “curiosamente no ano em que se avizinha umas das mais graves crises sociais das últimas décadas, em oposição, vemos um aumento de rubricas vazias de financiamento não definido, em que se anuncia milhões e não se sabe de onde vêm os tostões”.

“Anunciamos cuidados continuados para a Saúde Mental, mas 0 de financiamento. Anunciamos unidades de saúde familiar, mas 0 de financiamento. Alvitramos que nos substituímos ao Estado Central na medicina nuclear e deixamos vazia a rubrica de equipamento num financiamento não definido de 1 milhão de euros. Anunciamos candidaturas ao Programa PARES e não sabemos que candidaturas apoiar.”, afirmam no mesmo documento.

Os vereadores questionaram ainda se a maioria do executivo se lembra das promessas eleitorais da Estrutura Residencial Para Idosas do Alcaide e do Centro Social das Donas – “Será desta, em 2021? Ou será como foi em 2017?”, lê-se ainda no documento.

“Anunciamos medidas de restabelecimento florestal e redução do risco, mas cortamos na verba – Menos 152 mil euros. A maioria PSD propagandeia que todos contam e as instituições irão receber menos 200 mil euros no próximo ano. Que as freguesias contam e são abandonadas na sua reabilitação urbana, em menos 141 mil euros.”, continuam.

“Somos um Fundão de cidadania, mas não conseguimos cumprir o Orçamento Participativo que ano após ano fica anunciado e não executado.

A todas estas questões, acrescem o desinvestimento na limpeza, recolha e transportes de resíduos sólidos quando a qualidade do serviço prestado é a que se conhece.

Anunciamos uma cidade-estaleiro, só e apenas porque é ano de eleições – O que interessa é pavimentar e fazer arruamentos.”, continuam os socialistas.

É fácil compreender a estratégia eleitoralista com o aumento substancial da cabimentação orçamental em temas como: Mais 47% para o programa de manutenção de estradas rede viária; 76% face a 2020 de pavimentação e arruamento de obras complementares. É em ano de eleições que a construção e reposição da rede de esgotos aumenta em mais de 239% a verba.

O que fica para trás – A requalificação da Zona Industrial, projeto anunciado desde 2007. O que não valorizamos – A Serra da Gardunha que perde em ações de valorização menos 400 mil euros que em 2020. O que não se cumpre – A central intermodal rodoferroviária na Zona envolvente da estação.

“Consegue-se justificar o impossível, que há projeto. Em 2020, tínhamos 280 mil euros para esta dignificante e necessária infraestrutura, em 2021 temos 5 mil euros. O PSD deixa as pessoas no completo abandono.”, continuam os vereadores do PS.

Os vereadores reclamam e denunciam ainda que “com pompa e circunstância foi anunciado, a par da ampliação do espaço empresa, a requalificação do centro cívico e da praça municipal. A obra visava dar dignidade aos produtores e produtos, retirando-os de uma cave de pouca visibilidade. No próximo ano o que é que temos? Rigorosamente nada”.

Em 36 milhões, apenas 118 mil euros serão destinados ao desenvolvimento rural e agricultura.

Finalmente denunciam a manutenção da taxa de IMI que, penaliza famílias e a não devolução da comparticipação de taxa de IRS.

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