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Covid-19: Cruz Vermelha pede inclusão dos migrantes nas campanhas de vacinação

A Cruz Vermelha Internacional pediu hoje que os migrantes sejam incluídos nas campanhas nacionais de vacinação contra a covid-19, advertindo que estes não podem ser remetidos para segundo plano na estratégia de combate contra o novo coronavírus.

“É essencial que abordemos as múltiplas barreiras à cobertura internacional da saúde e que os migrantes sejam plenamente incluídos nas campanhas nacionais de vacinação”, defendeu o presidente da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC), Francesco Rocca, num comunicado.

“A pandemia está a ter um impacto catastrófico nas pessoas em movimento, que demasiadas vezes são esquecidas quando se trata de aceder a serviços de saúde essenciais”, prosseguiu Francesco Rocca na mesma declaração, divulgada na véspera do Dia Internacional dos Migrantes, assinalado anualmente em 18 de dezembro após aprovação da Assembleia-Geral das Nações Unidas em dezembro de 2000.

De acordo com a IFRC, os migrantes correm um risco muito elevado de serem excluídos das campanhas nacionais de vacinação, realçando que uma distribuição desigual de vacinas não só irá deixar para trás os mais marginalizados, como também constitui um risco sanitário global caso o vírus não seja controlado em comunidades vulneráveis.

Além disso, segundo sublinhou a IFRC, os refugiados constam entre aqueles que mais sofreram com as consequências económicas da pandemia da doença covid-19.

Por exemplo, na Turquia (país que alberga vários milhões de refugiados, maioritariamente sírios) o endividamento entre os refugiados duplicou e mais de 80% dos inquiridos num estudo conduzido pela Cruz Vermelha naquele país afirmaram que tinham perdido o trabalho devido à pandemia.

Também nas Honduras e na Guatemala, de acordo com a organização internacional, a situação dos refugiados é crítica por causa do impacto da covid-19, cenário que se agravou com a época de furacões e o aumento da violência.

A IFRC destacou igualmente a situação na Grécia, outro país com grande fluxo migratório.

Depois do incêndio que destruiu o campo de refugiados de Moria (na ilha grega de Lesbos) em setembro, as condições do campo preparado para o substituir, Kara Tepe, estão longe de atender aos padrões internacionais, segundo frisou a organização internacional com sede em Genebra.

A IFRC lembrou ainda que a situação não está igualmente melhor nos campos de refugiados no Sudão, que receberam mais de 50.000 etíopes desde que um conflito começou no seu país no início de novembro passado.

*LUSA

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