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Mensagem de Ano Novo do LIVRE com foco nas crises por resolver

O LIVRE divulgou hoje uma mensagem de Ano Novo dirigida a todos os portugueses.

No vídeo, divulgado nas redes sociais e remetido à imprensa, Isabel Mendes Lopes, uma das porta-vozes do LIVRE apresenta as prioridades do partido para resolver as várias crises que juntas tornaram 2020 um ano que todos querem deixar para trás: a crise sanitária, económica e a crise ecológica.

Neste que é o primeiro ano da nova década o LIVRE lança o apelo de que as respostas sejam construídas em conjunto e apresenta as suas propostas principais: um Novo Pacto Verde (Green New Deal) para fazer a transição ecológica e redistribuir a prosperidade, com um Rendimento Básico Incondicional de Emergência para fazer face aos piores tempos da crise económica, uma discussão séria centrada na redução do horário de trabalho para as 30 horas até 2030 bem como o reforço dos investimentos no SNS, e em especial no setor da saúde mental, bem como o investimento na Escola Pública.

2020 foi um ano que demonstrou o que a humanidade é capaz de fazer quando junta esforços no combate a ameaças comuns como foi a pandemia da COVID-19.

O mesmo teremos que fazer para combater a crise climática e ecológica e a pobreza extrema e as desigualdades de rendimento.

São estes os desejos do LIVRE para 2021.

Texto da mensagem de Ano Novo:

2020 foi um ano de esperança extrema, de generosidade incrível, da demonstração do papel essencial da ciência e da cooperação.

Mas foi também um ano de um desalento extremo, de dificuldades e de desilusões.

Foi um ano que tornou claro para toda a gente que não estamos todos no mesmo barco,  que ainda são imensas as desigualdades de rendimento, de segurança no emprego, das condições das casas onde vivemos, das oportunidades a que temos acesso.

Foi um ano em que uma parte de nós viu o mundo pela janela, enquanto a outra parte estava na rua a assegurar o que nos é essencial – saúde, comida, serviços.

Foi um ano que revelou a injustiça e o absurdo que é a precariedade e as baixas condições a que são sujeitos muitos dos nossos trabalhadores de serviços essenciais, e que são o pilar da nossa sociedade.

2021 será um ano de reencontros e de reconstrução. Será o ano – esperamos – em que vamos tirar as máscaras, mas continuar a olharmo-nos nos olhos.

Mas não podemos simplesmente reconstruir o que já tínhamos, porque em muitos casos não era, e continuará a não ser, suficiente.

Queremos construir um mundo diferente, mais justo e mais solidário, e prevenir a nossa pegada ecológica, as alterações climáticas, novas pandemias.

E não podemos enfrentar esses desafios com as ferramentas do passado: para ter um mundo diferente é preciso fazer diferente.

Para dar resposta à crise que vivemos e que vamos viver nos próximos anos, precisamos de garantir que ninguém fica sem rendimento.

Por isso defendemos um Rendimento Básico Incondicional de Emergência à escala europeia, dinheiro entregue diretamente a cada pessoa.

Para minimizar os efeitos de longo prazo deste ano que agora termina e da crise que ele trouxe, defendemos um grande investimento em saúde mental no país, em todas as idades.

O Serviço Nacional de Saúde, que foi tão importante nesta crise, precisa de ser reforçado, e todos os seus profissionais precisam de valorizações concretas, e não apenas palavras bonitas.

A Escola Pública é essencial para combater a desigualdade e a perpetuação dos ciclos de pobreza, mas precisa de se focar mais em cada aluno e investir nos professores e na comunidade escolar.

E todos precisamos de mais tempo, e por isso este novo ano é o ano em que temos de falar a sério da redução progressiva do horário de trabalho, para que cheguemos a 2030 com horários de 30 horas semanais, que nos permitam ter mais tempo para a família, para nós e para os outros.

A resposta à crise pandémica demonstrou também que é possível mobilizar o planeta para fazer face a uma ameaça comum.

É maior do que nunca a urgência de uma transição rápida e justa, através de um verdadeiro Novo Pacto Verde, que permita o desmantelamento de setores poluentes e a conversão dos seus empregos numa economia verde, um Novo Pacto Verde que permita a adoção de fontes de energia sustentáveis. 

2021 é o ano em que podemos fazer esta reconstrução juntos e juntas, através do diálogo, da cooperação e da participação.

Nas nossas ruas, bairros, aldeias, vilas, cidades, regiões, países. À escala europeia e mundial.

Este é o primeiro ano desta década, onde temos tanto por fazer. Estamos prontos para os reencontros que aí vêm, para continuar a luta pelo futuro comum de que precisamos. Vamos construí-lo.

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