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Até ao Fim do Mundo em Alcains e Castelo Branco

7 de janeiro, quinta-feira, Lojas de Comércio Tradicional

A Alma Azul recorda o mito de Inês de Castro, através das palavras de Luís de Camões, António Salvado e Ana Luísa Amaral, em Alcains e Castelo Branco, no próximo dia 7, quinta-feira, durante todo o dia, em Lojas de Comércio Tradicional, Cafés e Pastelarias.

Inês de Castro, galega, aia do séquito de D. Constança Manuel, que acompanha a Portugal para o casamento com o Infante D. Pedro, o futuro rei D. Pedro I.

Do amor trágico de Inês de Castro e D. Pedro, poetas e dramaturgos criaram um mito que ainda hoje perdura no imaginário de toda a península ibérica.

Fonte dos Amores – Coimbra

Uma multidão de turistas de todos os continentes, peregrinam anualmente, entre a Quinta das Lágrimas, onde se situa a Fonte dos Amores, em Coimbra, cidade onde foi executada Inês de Castro; e Alcobaça com o seu ancestral Mosteiro, para apreciar a riqueza (não só simbólica) dos túmulos de Inês de Castro e D. Pedro com a inscrição: Até ao Fim do Mundo.

A lenda foi criada por Luís de Camões, no Canto III do poema épico “Os Lusíadas”, segundo a opinião de António de Vasconcelos; biógrafo da Rainha Santa Isabel, avó de D. Pedro I e seguida depois por dramaturgos e poetas portugueses e espanhóis.

Há em redor desta paixão, que não terminou na morte de Inês de Castro, em Coimbra no ano de 1355, toda uma Literatura e um imaginário cultivado desde o século XVI até aos nossos dias.

Só em Portugal, podemos referir o trabalho extraordinário de Ruy Belo, em “A Margem da Alegria”; mas também poemas de Inês Lourenço, Nuno Júdice, Eugénio de Castro (a peça “Constança” é um documento singular na interpretação do mito), Natália Correia, Afonso Lopes Vieira e muitos outros.

A Alma Azul recorda em Alcains e Castelo Branco algumas das interpretações do amor e do mito de Pedro e Inês, através do “Canto III de Os Lusíadas”, de Luís de Camões, na edição do livro “Até ao Fim do Mundo – Poesia Sobre Inês de Castro”, Alma Azul, 2007;  “Inês de Castro”, de António Salvado, na edição “Rosas de Pesto”, A Mar Arte, 1998 e com a interpretação mais contemporânea (e deslumbrante) sobre o mito: “E arrancar corações: um acto inútil”, de Ana Luísa Amaral, publicada em “Imagias”, Gótica, 2002.

Fonte dos Amores – Quinta das Lágrimas

A iniciativa de animação cultural destina-se ao público em geral através de Leituras em Voz Alta (mas informais) em Cafés e Pastelarias, e com a oferta de poemas em Lojas de Comércio Tradicional, em Alcains, mas também em Castelo Branco.

Na cidade de Castelo Branco optará pelas Livrarias onde deixará poemas para os visitantes, numa promoção da Leitura de Poesia, a primeira do ano, tendo como inspiração, um dos grandes mitos da história portuguesa.

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