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Covid-19: BE concorda com agravamento de medidas mas pede apoios para empresas e famílias

O Bloco de Esquerda (BE) concordou hoje com um agravamento das medidas de combate à pandemia de covid-19, mas pediu “apoios mais robustos e mais céleres” para as famílias e para as empresas.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma audiência com o primeiro-ministro, António Costa, em São Bento, que ouviu os partidos sobre um eventual agravamento das medidas de combate à covid-19 em Portugal, a coordenadora do BE afirmou que “a situação é preocupante”, pelo que “é preciso preservar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde, é preciso travar os contágios, e portanto é natural que um novo confinamento apareça como algo de óbvio e consensual” entre os partidos.

Na sua ótica, seria mesmo “irresponsável não fazer um confinamento”, numa altura em que Portugal regista perto de 10 mil novos casos diários.

“A nossa maior preocupação neste momento são as condições para esse confinamento e os apoios para esse confinamento”, advogou, salientando que “é importante que o novo confinamento venha com apoios mais robustos e mais céleres”.

Catarina Martins alertou que “as famílias não aguentam mais a perda de rendimentos e muitas empresas, tendo de encerrar a atividade com o novo confinamento, não voltarão a abrir se esse apoio não for célere e robusto”.

“Estamos num inverno muito rigoroso, com muito frio, em que até os custos de aquecimento das casas são tão altos, é tão importante que haja medidas de apoio eficazes, efetivas e já no terreno”, insistiu.

Criticando que “há apoios de março, do primeiro confinamento, que ainda não foram pagos”, Catarina Martins referiu que “tantos meses depois, com dificuldades acrescidas, nem famílias nem as empresas têm já reservas para continuar em situação de confinamento, um confinamento mais apertado, sem apoios”.

A líder bloquista criticou ainda o Governo por não ter utilizado “os fundos que tinha disponíveis pelo Orçamento Retificativo para fazer esses apoios”, considerando que esta situação “não se pode repetir” e que “é importantíssimo que os apoios do ano passado sejam pagos o mais depressa possível”.

No que toca às escolas, que considerou não serem foco de infeção pelo novo coronavírus, a coordenadora do BE defendeu que devem manter-se em funcionamento, “nomeadamente nos ciclos de ensino mais jovens”, alegando que o encerramento dos estabelecimentos de ensino “causa graves prejuízos às crianças e aos jovens”.

Neste âmbito, Catarina Martins defendeu a generalização de testes rápidos nas escolas “nos casos em que há mais risco de contágio”, por forma a dar “segurança à comunidade escolar”.

A bloquista, que deixou para o Governo “anunciar as suas intenções”, mostrou-se ainda preocupada com a capacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e reiterou que “é importante ter toda a capacidade instalada”, incluindo a privada e social, “integrada no SNS, às ordens do SNS”, pagando “ao preço justo”.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.914.057 mortos resultantes de mais de 88 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7.701 pessoas dos 476.187 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

O estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a pandemia foi renovado com efeitos desde as 00:00 de 08 de janeiro, até dia 15.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

*LUSA

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