13.3 C
Castelo Branco
Quarta-feira, Janeiro 27, 2021
No menu items!
Início Regional Director Distrital da Segurança Social não recebe a USCB/CGTP-IN e não dá...

Director Distrital da Segurança Social não recebe a USCB/CGTP-IN e não dá qualquer justificação para o ocorrido

Como foi tornado público, no dia 8 de Janeiro, uma delegação da USCB/CGTP-IN, composta por cerca de 40 dirigentes e delegados sindicais, deslocou-se às instalações da Segurança Social de Castelo Branco para ser recebido pelo director deste Centro Distrital, no sentido de obter algumas informações.

As informações pretendidas eram:

1. Quais as empresas do distrito que estiveram em Lay-Off e consequentemente a sua divulgação pública.

2. No âmbito do apoio à retoma progressiva quais as empresas que estiveram neste apoio, quantos trabalhadores, em que moldes e quanto receberam.

3. Que tipo de financiamentos receberam no âmbito do apoio ao emprego.

Esta deslocação foi antecedida de um pedido formal de reunião com o director com indicação dos assuntos a debater.

Entretanto, no mesmo dia de manhã, o director enviou um email ao coordenador da USCB/CGTP-IN a informar que para não haver aglomerados de pessoas não era conveniente reunir, pelo que anexava dados sobre o recurso ao Lay-Off desagregado por concelhos.

Dizia ainda que por razões de sigilo não dava o nome das empresas apoiadas, numa clara fuga à transparência e ao direito à informação que assiste a qualquer cidadão.

Veja-se o que diz ele diz no seu email: “Não sendo possível a informação por empresa, por questões de segredo estatístico, procedeu-se ao apuramento por concelho, quando os valores o permitem.”

“Perante esta tentativa tosca de fugir ao diálogo e à prestação de contas por parte do Sr. Director, o coordenador da USCB/CGTP-IN respondeu da seguinte forma: “Exmo. Sr. Nuno Miguel Maia Atento ao conteúdo do seu email, venho informar que o mesmo não fornece os dados por nós solicitados, não aceitando nós o argumento de segredo estatístico, já que não estamos a lidar com dados pessoais mas o direito à informação que a todos assiste, assim informo que á hora referida lá estaremos para conversar com vossa excelência, informo que a delegação que estará para reunir será unicamente de 3 pessoas”, refere a USCB/CGTP-IN em comunicado enviado à nossa redação.

“Não tendo nós obtido qualquer resposta a este email considerámos que a reunião se efectivaria e, por isso, dirigimo-nos à Segurança Social e ali somos confrontados com a porta fechada. Após várias insistências para nos ser aberta a porta para que uma pequena delegação de três pessoas pudesse reunir com o Sr. Director, somos informados que ele não se encontrava nas instalações, não tendo sido dada justificação para a ausência. Soubemos mais tarde, por fonte não oficial, que se encontrava na Câmara Municipal em reunião sobre a pandemia. Este comportamento do Sr. Director é ofensivo e desrespeitoso, pois, se houve um imprevisto (e pode haver) que o obrigou a sair, o seu dever era ter comunicado a informar e a propor uma nova data para reunir e, não o tendo feito, devia ter dado indicações nos serviços para logo que a delegação da USCB/CGTP-IN chegasse esta fosse informada do imprevisto e não tivesse ficado à porta sem qualquer pessoa para a receber. É o mínimo que a boa educação manda fazer. Não! Não vamos permitir o desrespeito, a falta de educação e a marginalização da maior e mais representativa organização social do distrito”, lê-se igualmente o mesmo documento.

“ O Sr. Director pode preferir reunir com os patrões e dar-lhes cobertura, mas ele vai ficar a saber que connosco quando “Maomé não vai à montanha vai a montanha a Maomé”, e se não receber a bem vai receber de outra forma, goste ou não goste. Aliás, para nós é muito claro que o Sr. Director já não queria reunir porque foge como “diabo da cruz” à prestação de informação sobre o que se passa com o Lay-Off e com outros instrumentos de apoio ao emprego e à actividade económica. Assim se explica a sua reiterada falta de resposta aos ofícios dos sindicatos e à alusão a um pretenso sigilo que, a nosso ver, a democracia não permite. É que, a democracia é, deve ser, o regime da transparência, do rigor, da seriedade e do controlo democrático e, assim sendo, a Segurança Social não pode viver e ser gerida na obscuridade, na opacidade e na falta de prestação de contas. É por isso que exigimos a publicitação dos dados, respeitando naturalmente a privacidade das pessoas, mas dizendo quem recebe, como recebe e como o gasta. Estamos a falar do dinheiro de todos nós e o nosso dinheiro não pode ser usado sem o devido controlo e transparência. Todos sabemos que há empresas a beneficiar do Lay-Off, mas o que não sabemos (e não é estar a desconfiar) é se estão a fazer o que dizem à segurança social, pois bem podem dizer uma coisa à segurança social e aos trabalhadores dizerem outra, sem nunca ninguém poder verificar a veracidade dos factos. Uma coisa é certa: Muitos micro, pequenos e médios empresários são afastados destes e doutros apoios e são estes os que mais deles necessitam.”, acrescenta ainda a   USCB/CGTP-IN no documento.

Leave a Reply

- Advertisment -

Most Popular

COMENTÁRIOS RECENTES

Paula Alexandra Farinha Pedroso on Elias Vaz lança livro sobre lendas e mitos de Monsanto
%d bloggers like this: