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Quarta-feira, Agosto 4, 2021
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Manuel Castelo Branco candidata-se ao IPC “para devolver poder e recursos às escolas”

O homem que criou a marca “Coimbra Business School” candidata-se agora à presidência do Instituto Politécnico de Coimbra. Quer reverter o mandato centralizador de Jorge Conde, que tirou meios e visibilidade às escolas e institutos para quase duplicar o orçamento da presidência do IPC. “É um desperdício e um erro”, afirma Manuel Castelo Branco. “A presidência não tem cursos, não tem um único aluno,não presta um único serviço”. Iniciar o diálogo entre as escolas do Politécnico e a Universidade de Coimbra é outro dos eixos da sua candidatura.

Descentralizar o poder e os recursos acumulados pela presidência do Instituto Politécnico de Coimbra – IPC nomandatode Jorge Conde, devolvendo-os às suas seis escolas e institutos, é um dos principais eixos da candidatura de Manuel Castelo Branco à presidência do IPC nas eleições que se irão realizar em maio.

Jurista, professor na Coimbra Business School – ISCAC, a que presidiu entre 2010 e 2018, Manuel Castelo Branco propõe-se também iniciar uma aproximação do Politécnico à Universidade de Coimbra, juntando recursos que melhorem o ensino ministrado e a qualidade da ciência produzida por ambas as instituições.

“Vou propor ao Conselho Geral do Instituto Politécnico de Coimbra – e, através dele, a toda a comunidade académica do IPC – a devolução integral das competências legais, estatutárias e funcionais das seis escolas do Politécnico”, afirma Manuel Castelo Branco.

“A concentração de recursos financeiros na presidência do IPC, que quase duplicou nos últimos quatro anos, constitui um enorme desperdício e, sobretudo, um erro: é nas escolas e institutos – alguns deles centenários – que se concentra o prestígio, a história, a reputação, o valor simbólico e de mercado do ensino superior e da ciência produzida nesta instituição. São as escolas que atraem os estudantes e a procura de serviços externos, não é a presidência!”

O Instituto Politécnico de Coimbra é constituído pela Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), pela Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), pela Escola Superior de Tecnologia de Saúde de Coimbra (ESTeSC), pela Escola Superior deTecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH), pela Coimbra Business School – Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) e pelo Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC).

“Chegou-se a esta situação caricata: a presidência do IPC, que não tem um único curso, não tem um único aluno e não presta um único serviço à comunidade, tem um Orçamento maior que algumas das escolas e institutos”, afirma Manuel Castelo Branco.

“Isto não faz qualquer sentido! A presidência do Politécnico tem de ser um instrumento de apoio qualificado às escolas e institutos do IPC”.

Para além da maior parte das competências e serviços, Manuel Castelo Branco quer também devolver às seis escolas a totalidade da sua autonomia no que diz respeito às estratégias de internacionalização,às parcerias externas,ao marketing e à comunicação.

“Nestas matérias o funcionamento do Politécnico deve ser o mais descentralizado possível: a presidência deve ter um papel subsidiário, ou seja – só deve intervir quando acrescentar, quando facilitar o trabalho das escolas”, afirma Manuel Castelo Branco.

“Uma das minhas primeiras decisões quando assumir a presidência do IPC será otimizar a autonomia e a liberdade de gestão de todas as escolas. Isso irá facilitar imenso o seu trabalho, nomeadamente no que diz respeito a parcerias com empresas ou centros de investigação”.

Prioridade à Ação Social e a fontes alternativas de financiamento

Uma das áreas em que Manuel Castelo Branco quer reforçar os poderes da presidência do IPC é na ação social.

A situação atual penaliza muito os estudantes dos politécnicos, que, em igualdade de circunstâncias, recebem cerca de um terço dos apoios dos alunos das universidades.

“Esta situação é intolerável!”, afirma Manuel Castelo Branco.

“Há uma garantia que dou a todos os estudantes: iremos a Lisboa, falaremos com o Governo e tornaremos claro que não iremos admitir que isto se repita em mais nenhum Orçamento de Estado”.

Manuel Castelo Branco promete igualmente uma intervenção pública muito mais ativa perante os ministérios do Ensino Superior e das Finanças para ultrapassar o estrangulamento financeiro constante das unidades do ensino superior.

“É fundamental que os líderes das instituições de ensino superior se afirmem, a nível nacional, como defensores incontornáveis da qualidade do ensino, dos apoios sociais aos estudantes com menos recursos e, também, da possibilidade de produzir ciência e inovação que sejam competitivas mercado global”, afirma Manuel Castelo Branco.

A intervenção da futura presidência do IPC para angariar fontes alternativas de financiamento não se ficará pelo Governo.

Pelo contrário, será muito ativa junto de empresas, associações empresariais, municípios ou a CCDR do Centro.

“Iremos criar um gabinete específico para este fim: identificar fontes e oportunidades de financiamento, nomeadamente verbas europeias, para financiar projetos e parcerias das seis escolas”.

O apoio às escolas no desenho de estratégias para captação de novos alunos é também uma das áreas em que Manuel Castelo Branco irá investir.

“Em vez de sugar competências das escolas naquilo que elas fazem bem, a presidência deve apoiá-las na angariação de alunos junto da diáspora portuguesa e nos países e territórios de língua portuguesa”, afirma o candidato.

“Há vários países onde as capacidades das escolas do IPC têm procura, para além de territórios, como Goa ou Macau, onde o potencial de procura é enorme: é em desafios como estes, determinantes para o futuro, que o presidente do IPC se deve concentrar”.

Criar canais de comunicação entre escolasdo IPC e faculdades da UC

Manuel Castelo Branco é, desde há muito anos, um defensor de que o Instituto Politécnico de Coimbra e a Universidade de Coimbra devem dialogar e pensar, em conjunto, na expansão das duas instituições e na qualificação mútua dos respetivos ensinos e produção científica.

“Creio ser o candidato à presidência do Politécnico com mais apetência para estabelecer pontes com a Universidade de Coimbra e criar canais de comunicação entre as escolas e institutos do IPC e as faculdades da UC”, afirma Manuel Castelo Branco.

Segundo o candidato à presidência do Politécnico, a lógica de concorrência e distanciamento da Universidade de Coimbra que marcaram a liderança cessante do IPC em nada beneficiaram os estudantes das escolas e institutos do Politécnico ou os seus docentes e investigadores.

“Foi uma estratégia erradapara o desafio atual”, afirma Manuel Castelo Branco. “O único caminho com futuro será as duas grandes organizações de ensino superior público de Coimbra falarem, dialogarem, terem projetos em comum e beneficiarem mutuamente da afirmação dessa marca extraordinária que é ‘Coimbra, cidade do conhecimento’”.

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