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FC Porto-Benfica: ‘Dragões” em busca de inédito quinto triunfo consecutivo

O FC Porto pode conseguir na sexta-feira o quinto triunfo consecutivo frente ao Benfica, na ronda 14 da I Liga de futebol, algo que nenhuma das duas formações alcançou no ‘clássico’, em quase 90 anos de história.

Desde o primeiro encontro, no longínquo dia 28 de junho de 1931 (3-0 para o Benfica, na final do Campeonato de Portugal), o recorde de qualquer dos clubes é de quatro triunfos, conseguidos quatro vezes pelos ‘dragões’ e um pelas ‘águias’.

O último registo dos ‘azuis e brancos’ está, no entanto, ativo, pelo que os comandados de Sérgio Conceição podem fazer história no embate marcado para o Estádio do Dragão, depois de três vitórias na época passada e uma já em 2020/21.

Há menos de um mês, em 23 de dezembro de 2020, o FC Porto impôs-se aos ‘encarnados’ por 2-0, em Aveiro, na Supertaça Cândido de Oliveira, graças aos golos de Sérgio Oliveira, aos 25 minutos, de penálti, e do suplente colombiano Luis Díaz, aos 90.

Na época transata, os ‘dragões’ também se superiorizaram nos três encontros com o Benfica, o primeiro na Luz, em 24 de agosto de 2019, para a terceira jornada da I Liga: o cabo-verdiano Zé Luís (22 minutos) e o maliano Marega (86) selaram o 2-0.

Na segunda volta, no Dragão, os ‘encarnados’ vinham com intenções de somar o 17.º triunfo consecutivo na prova, precisamente depois do desaire caseiro com os portistas, mas os comandados de Sérgio Conceição voltaram a prevalecer, por 3-2.

Em 08 de fevereiro de 2020, Sérgio Oliveira, aos 10 minutos, Alex Telles, aos 38, de grande penalidade, e Vlachodimos, aos 44, na própria baliza, selaram o triunfo dos portistas. Pelo Benfica, Vinícius logrou um ‘bis’, com tentos aos 18 e 50.

A terminar uma época muito longa, culpa da pandemia da covid-19, os ‘dragões’ também derrotaram as ‘águias’ na final da Taça de Portugal, em 01 de agosto, mesmo reduzido a 10 elementos desde os 38 minutos, por expulsão de Luis Díaz.

O central congolês Chancel Mbemba vestiu a capa de ‘herói’ e resolveu o encontro com dois cabeamentos certeiros, aos 47 e 59 minutos, após livres de Alex Telles e Otávio, respetivamente, com Vinícius a marcar novo golo que para nada serviu (84, de penálti).

Para encontrar um ‘clássico’ entre Benfica e FC Porto que não tenha acabado com triunfo ‘azul e branco’ é preciso recuar a 2018/19, mais precisamente a 02 de março de 2019, dia em que o ‘onze’ de Bruno Lage triunfou em pleno Dragão por 2-1.

O espanhol Adrián López adiantou os anfitriões, aos 19 minutos, mas João Félix, aos 26, e Rafa, aos 52, selaram a reviravolta no encontro da 24.ª jornada e também na edição 2018/19 da I Liga, lançando o Benfica para o 37.º título.

Depois disso, o FC Porto já vai em quatro vitórias, igualando o registo máximo em clássicos, que os ‘dragões’ já tinham alcançado entre 1956/57 e 57/58, entre 83/84 e 84/85 e entre 2001/02 e 2003/04, e o Benfica entre 1971/72 e 72/73.

Na primeira vez, os ‘dragões’ bateram em casa o Benfica por 3-0 na ronda 17 do campeonato de 1956/57 e, na época seguinte, venceram os três jogos disputados: 1-0 em casa e 3-2 fora, para o campeonato, e 1-0 na final da Taça de Portugal.

Entre 1983/84 e 84/85, Benfica e FC Porto defrontaram-se nada menos do que 12 vezes, à média de seis por temporada, e, pelo meio, os ‘azuis e brancos’ venceram os dois últimos jogos de 1983/84 época e os dois primeiros de 84/85.

Os ‘dragões’ começaram por um 2-1 fora na segunda mão da Supertaça, arrecadando a prova, e, depois, ganharam três jogos seguidos para o campeonato, os dois primeiros nas Antas (3-1 em 83/84 e 2-0 em 84/85) e o outro na Luz (1-0 em 84/85).

No início do século, o terceiro registo ‘atravessou’ três épocas e só incluiu jogos da I Liga, três em casa (3-2 em 2001/02, 2-1 em 2002/03 e 2-0 em 2003/04) e um na Luz (1-0 em 2002/03).

Quanto ao Benfica, que já tem um atraso de nove vitórias em relação ao FC Porto no histórico dos 245 jogos, só conseguiu uma vez quatro triunfos de ‘rajada’, há quase meio século.

Os ‘encarnados’ fizeram o pleno em 1971/72, com um 3-1 nas Antas, a abrir o campeonato, um 1-0 caseiro, na segunda volta do ‘nacional’, e, a fechar, um 6-0 na Luz, nas meias-finais da Taça de Portugal, com ‘bis’ de Nené e Vítor Baptista.

Na época seguinte, o Benfica venceu em casa o primeiro duelo para o campeonato, por 3-2, num embate decidido por Humberto Coelho, aos 90 minutos, para ao segundo, já campeão, falhar nas Antas o quinto (Flávio empatou para os anfitriões aos 86 minutos), depois de 23 triunfos nas primeiras 23 jornadas.

Sexta-feira, nas Antas, os comandados de Sérgio Conceição podem conseguir o que os seus antepassados, os de um lado ou do outro, nunca conseguiram no ‘clássico’, uma inédita quinta vitória consecutiva.

*LUSA

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