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A Taça Que Me Destinas – Antologia organizada por Gonçalo Salvado celebra o amor e vinho na poesia de António Botto

 “A Taça Que Me Destinas – Amor e Vinho na poesia de António Botto”é o título da antologia organizada pelo poeta Gonçalo Salvado, a publicar numa colaboração da Editora Lumen com a Livraria Sá da CostaEditora de Lisboa, em parceria com a Quinta dos Termos.

A presente antologia insere-se numa coleção de poesia, única no panorama editorial português, dirigida por Gonçalo Salvado, cujas obras surgem em original formato livro/garrafa, numa união que pretende materializar a relação simbólica e milenar entre o vinho e a poesia.

O editor é Ricardo Paulouro.

O livro que apresenta as referências ao vinho no contexto amoroso, recorrentes na poesia de António Botto, possui capa e ilustrações inéditas, realizadas expressamente com esta finalidade por Dorindo Carvalho, um dos designers gráficos/artistas portugueses mais marcantes da segunda metade do séc. XX.

Inclui uma nota de abertura do autor da antologia e um texto de abertura de Maria João Fernandes.

Trata-se da primeira antologia poética com o tema do vinho na poesia de António Botto, temática essa, a par do amor e do erotismo, nuclear na sua obra, sendo também a primeira vez que a poesia desta figura ímpar e tutelar das nossas letras é editada no singular formato de livro/garrafa.

António Botto (1897-1959) nascido na aldeia da Concavada, concelho de Abrantes é, nas palavras de Gonçalo Salvado: “o maior poeta do amor e do erotismo da primeira metade do séc. XX em Portugal. A sua obra mais celebrada, Canções (1921), revolucionou a lírica portuguesa pela sua novidade e ousadia na abordagem sem preconceitos da temática amorosa. De António Botto disse José Régioque aprofundou “como nenhum outro lírico português os conflitos do amor”. E é preciso não esquecermos que a leitura da sua obra Ciúme (1934) influenciou profundamente o mais relevante e luminoso poeta amoroso e erótico da segunda metade do séc. XX português, Eugénio de Andrade.”

A apresentação da antologia “A Taça Que Me Destinas” terá lugar em data a agendar na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes, após a situação pandémica atual.

Do texto de Maria João Fernandes destacamos: “Na grande tradição amorosa da poesia portuguesa, das cantigas de amigo até à atualidade, a poesia de António Botto tem um lugar de destaque. Como podemos observar neste sucinto volume, no seu estro unem-se de modo singularmente intenso a volúpia com um amargo travo de drama e de fatal desencontro. O vinho é neste contexto mais do que um lenitivo para a dor que a paixão envolve, um indutor do conhecimento e simultaneamente da fantasia, capaz de despertar “as mil visões do coração.” Desta ardenterelação entre amor e vinho dá conta, uma vez mais exemplarmente, a antologia organizada por Gonçalo Salvado, ele próprio um poeta que se inspira no Rubayat, um clássico desta temática.”

De referir que o próximo número desta original coleção será dedicado à poesia de Eugénio de Andrade.

Este livro unido ao de António Botto completará a edição dupla, previamente projetada por Gonçalo Salvado, composta por dois livros/garrafa, consagrada e em homenagem aos nomes mais proeminentes da poesia amorosa e erótica do séc. XX português, sendo inédita esta ligação numa mesma edição.

Foto de Capa: Gonçalo-Salvado junto ao busto de Antonio Botto da autoria do escultor Santos Lopes que se encontra na Biblioteca Antonio Botto em Abrantes

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