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Junta de Freguesia de Castelo Branco promoveu conferência de imprensa inédita

Participaram todas as forças políticas com assento na Assembleia de Freguesia

O presidente da Assembleia de Freguesia, Leopoldo Rodrigues foi acompanhado por representantes de todos os partidos com assento no órgão autárquico, ao final da tarde de ontem dia 18 de Janeiro, na sede da Junta.

Juntaram-se a Leopoldo Rodrigues, Carlos Vale da CDU, Luís Barroso do BE, Mark Pereira do CDS-PP e João Valente do PSD.

“Estamos numa guerra. Numa guerra, normalmente conhecemos o inimigo, as armas. Nesta guerra tudo é desconhecido”, iniciou o presidente da Freguesia.

“’A Freguesia vai por si’, está novamente ativo. Pretende dar resposta aos que mais precisam”, referiu Leopoldo Rodrigues.

O presidente da Freguesia, fez ainda uma referência “aos profissionais de saúde, que têm vivido momentos de grande angústia, aos profissionais de segurança, Polícia, Bombeiros e Proteção Civil, entre tantos outros que fazem tudo em prol dos cidadãos. Uma referência ainda aos professores e alunos que fazem tudo para que o ano letivo corra o melhor possível”.

“O vírus não tem rosto e não se faz anunciar”, acrescentou ainda Leopoldo Rodrigues.

Finalmente o presidente da Freguesia reforçou a ideia de que “ninguém estava preparado para enfrentar uma pandemia destas dimensões. Nem em Portugal, na Europa ou no mundo”.

Luís Barroso (BE), João Valente (PSD), Mark Pereira (CDS-PP), Presidente da Junta de Freguesia Leopoldo Rodrigues (PS) e Carlos Vale (CDU)

Das intervenções dos membros dos Partidos da Oposição salientamos a de Luís Barroso por refletir as opiniões dos demais participantes e por ir até um pouco mais longe.

O dirigente do BE afirmou estar preocupado com o agravamento da situação pandémica e com a enorme “pressão” sobre os hospitais e os seus profissionais de saúde, onde os cuidados intensivos estão no limite, pois o número de internamentos não para de crescer.

Luís Barroso declarou ser “doloroso e confrangedor, assistirmos diariamente, às imagens que passam nas televisões, dos hospitais, das enfermarias e das filas de espera das ambulâncias para deixarem os doentes infetados.

“Desconheço, em concreto, o que se passa localmente na nossa Unidade de Saúde, pois só nos transmitem o que lhes interessa, e muitas das vezes ‘escondem’ a verdadeira realidade dos factos, incompreensivelmente, sem sabermos a razão por que o fazem. A situação eminente de rutura do Serviço Nacional de Saúde, que felizmente para todos nós existe, e tem dado provas da sua fundamental importância nesta luta contra a pandemia, mas que já está perto do limite, pelo que a requisição civil dos privados que está prevista na Constituição e na Lei de Bases de Saúde, bem como no estado de emergência, torna-se premente”, afirmou. 

Luís Barroso disse “ser urgente a requisição de todos os meios disponíveis sejam privados, sociais, ou seja o que for para esta luta sem tréguas. A hora da solidariedade nacional para se salvarem vidas, não pode ter ideologias nem disputas sem sentido,” continuou.

A mesa durante a intervenção de Leopoldo Rodrigues

O membro do Bloco de Esquerda reconhece, ainda, que existiu uma falta de preparação em relação ao que aí vinha, situação alertada por vários especialistas e que não foi valorizada.

“Portugal já é o País do Mundo com maior número de casos por milhão de habitantes, e ainda hoje superamos o número máximo de mortes diárias com 167 óbitos. O confinamento geral não está a resultar porque as deslocações autorizadas são muitas em relação às obrigações”, acrescentou.

Luís Barroso referiu ainda que “As pessoas não entenderam a mensagem pelas suas contradições, aligeirando os seus comportamentos e o recolhimento domiciliário.Têm de ser revistas as medidas de confinamento com o seu agravamento, o que é de consenso geral, e exercida uma maior fiscalização pelas entidades competentes. É necessário dar condições às pessoas e garantir de que não vão ficar sem rendimento. Esta é a parte da intervenção política e pública. Os apoios devem ser mais robustos e mais céleres, para as famílias e as empresas, quer localmente quer a nível nacional”, acrescentou.

“Nunca vi ou ouvi em qualquer conferência de imprensa local, a presença, conjunta, dos presidentes das duas autarquias mais importantes do concelho, divulgando as medidas de apoio às pessoas, às empresas e ao comércio, de forma a concertarem posições, atuações e aplicação desses apoios.

Apesar das condições pandémicas as pessoas quiseram ontem votar por antecipação e mobilidade, o que foi o meu caso, porque entendi ser a mais segura e responsável, de forma a evitar ajuntamentos e manter o distanciamento social.

Enganei-me, infelizmente, pois não existiu planeamento, orientação, preparação e não foram garantidas as condições sanitárias para este exercício de votar que é uma das principais conquistas do 25 de abril de 1974.

A minha indignação e preocupação com o sucedido, foram manifestadas num protesto escrito que fiz na mesa onde votei e será enviado, também, para a administração eleitoral.

São situações destas de irresponsabilidade de quem tem de dar o exemplo de responsabilidade, que não podem voltar a acontecer, e poderão, esperamos que não, contribuir para o agravamento da situação de contágio.

Deixo um apelo para que todos nós Albicastrenses, respeitemos o confinamento em vigor e as medidas adicionais que certamente serão impostas pelo governo ainda hoje.

Que se cumpram as recomendações das autoridades de saúde (uso de máscara cirúrgica e não social, lavar as mãos, arejar os espaços físicos, manter o distanciamento social e limitar os contactos às pessoas que vivem connosco). Que o bom senso e o equilíbrio por parte de todos, agora mais que necessários para que a pandemia não continue a alastrar. Não existindo saúde não há economia. Chega de mortos!”, concluiu Luís Barroso.

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