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Direito ao sufrágio, nem sempre foi direito “adquirido”!

Em tempos difíceis como este, com medidas que nos obrigam a confinamento e viver a vida fechados em casa, sem conviver, abraçar quem gostamos. Com tudo isto, é possível conseguir votar? Escolher quem será o nosso melhor presidente da república? Será só para mim que “furar” restrições e medidas de confinamento, só para votar, com o conselho de levar a nossa própria caneta, fará sentido? Bom, com ou sem sentido, nem sempre tivemos o direito ao voto, ou nascemos com esse direito “adquirido”. Direito tão “adquirido”, que nem o exercemos. Semelhante ao Direito à Liberdade que nos é garantido constitucionalmente, e todos vemos no que tem resultado. 

Rita Baptista Antunes

O sufrágio, ou se preferirem, o direito ao voto, nem sempre foi um direito a que todos tínhamos acesso a ele. A verdade é que só dentro dos anos 1870 é que conseguimos em Portugal a ter a capacidade e a faculdade de exercer em pleno a cidadania, em que com isso, ainda assim não era de acesso a todos. O exercício do direito ao voto estava limitado aos chefes de família, com estudos superiores, e naturalmente nessa época, era uma minoria, considerando que mais de metade dos Portugueses eram analfabetos.

Isto, obviamente, aplicava-se apenas aos Homens. A realidade das Mulheres quanto o direito ao voto ainda era uma batalha para travar. E que batalha foi essa.

O primeiro voto de uma mulher em Portugal, foi da médica cirurgiã, Carolina Beatriz Ângelo, viúva, que aproveitou uma lacuna na lei, para conseguir votar. Ainda assim, na mesa de voto tentaram-lhe dificultar o voto, mas conseguiu. Passava-se o ano 1911.

A lacuna encontrada na lei, por Carolina Beatriz Ângelo, para conseguir votar era, que ao momento a lei permitia o voto, aos chefes de família, que soubesse ler, ora, era o caso. Escusado será dizer, que no dia seguinte, foi alterada a letra da lei, para chefes de família homens.

O direito ao voto, e ao pleno exercício da cidadania, em Portugal, aconteceu após a revolução do 25 de abril de 1974.

Vivemos numa época em que temos acesso a todo o tipo de informação, ensino, saúde, por mais que nos queixemos que gostávamos que tudo fosse mais e melhor, mas acima de tudo, temos na nossa mão, e nas nossas mentes a capacidade de mudar algo. Mudar por vezes custa, dói até! Mas é um mal necessário. Votar não custa, é grátis. Vão votar. Não deixem que os outros tomem as decisões por vocês, têm esse direito, exerçam-no.

Hoje é dia de voto, votem!

*Rita Baptista Antunes

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