Deteta a nova variante da COVID-19. A taxa de sensibilidade atinge os 99,8%.
Os testes rápidos de antigénio SARS-CoV-2 da SureScreen Diagnostics, empresa líder na área do diagnóstico, e que chegaram recentemente ao mercado português, foram escolhidos pelas autoridades públicas de saúde do Reino Unido para a testagem em massa da população.
Além de ter demonstrado um elevado grau de precisão nos ensaios que estão a ser feitos por investigadores da Public Health England e da Universidade de Oxford, o teste rápido de antigénio da SureScreen Diagnostics também deteta a nova variante da COVID-191 (a taxa de sensibilidade atinge os 99,8%), considerada mais facilmente transmissível e que está a preocupar as autoridades de saúde de todo o mundo.
Nesta fase inicial, a SureScreen Diagnostics está a fornecer dois milhões de testes, mas o objetivo é atingir uma capacidade de produção de vários milhões de testes por semana, tanto para o Reino Unido, como para outros países da Europa.
São já mais de 20 os países que utilizam os testes que passaram pelo escrutínio de entidades de referência mundial como o Kings College London, a Imperial College London, a UZ Leuven Belgium e a Fundação Champalimaud.
Ao contrário dos testes convencionais de PCR, que procuram o material genético do vírus e podem levar até um dia para serem processados, os testes rápidos de antigénio da SureScreen Diagnostics procuram antígenos de proteína que vivem na superfície do vírus e funcionam adicionando um reagente líquido a uma amostra de saliva ou swab nasal.
Produzem resultados em apenas 15 minutos e devem ser realizados por um profissional de saúde com competência para a colheita da amostra e interpretação dos resultados.
Em breve, poderão ser feitos nas farmácias.
Em Portugal, além dos testes rápidos de antigénio, a SureScreen Diagnostics disponibiliza nas farmácias um teste rápido para a deteção dos anticorpos específicos da SARS-CoV-2, que também produz resultados em 15 minutos.
David Campbell, diretor da SureScreen, afirma que “a sensibilidade do teste de antigénio, ou seja, a sua capacidade de detetar a infeção é muito elevada, enquanto a sua especificidade (capacidade de detetar apenas o vírus e não produzir um falso positivo) está próxima dos 100%”.
O responsável sublinha que a escolha do governo britânico se deve ao know-how e elevados padrões de qualidade dos produtos de diagnóstico da empresa, com um vasto portefólio e que está atualmente presente em 53 países.
Na sua opinião, o balanço desta fase inicial de testagem tem sido extremamente útil no combate à pandemia junto dos organismos públicos, escolas e empresas em geral, uma vez que têm detetado infeções assintomáticas, o que permite travar a propagação do vírus.
Ainda recentemente, num artigo publicado no New England Journal of Medicine2, Michael Mina, um dos investigadores da Harvard School of Public Health defendeu que é necessário recentrar o foco da testagem ao novo coronavírus.
Para o especialista o mais importante nesta altura não é insistir em testes clínicos de elevada sensibilidade analítica projetados para pessoas sintomáticas, mas apostar em testes eficazes, mais baratos e que permitam a vigilância regular para limitar a propagação assintomática do vírus na comunidade.
Os testes da SureScreen Diagnostics cumprem todos os requisitos essenciais em matéria de segurança e proteção da saúde e constituem-se como uma mais-valia num contexto de despistagem regular, sistemática e rápida para detetar o máximo número de doentes assintomáticos e quebrar cadeias de transmissão.
Numa altura em que assistimos ao agravamento da situação epidemiológica e quando se receia a ocorrência de outras infeções respiratórias associadas às baixas temperaturas, é essencial garantir todos os mecanismos e suportes necessários ao controlo de surtos na comunidade.
Referências bibliográficas:










