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Portugal com desempenho sóbrio em estudo sobre consumo de álcool em 2019

Portugal preparou-se para a pandemia covid-19 com sobriedade, liderando a tabela de países cujos nacionais afirmaram nunca se terem embriagado em 2019, segundo o estudo sobre o uso de drogas “Global Drug Survey” publicado hoje. 

De acordo com o inquérito, feito a 100.000 pessoas em todo o mundo entre novembro e dezembro de 2019, antes do início da pandemia, 54% dos inquiridos em Portugal disseram que não se embriagaram nos 12 meses anteriores, seguidos pela Argentina (48%), muito acima da média de 16% dos 32 países abrangidos. 

No fim da tabela, apenas 5% dos australianos e dinamarqueses confessaram não se terem embriagado, menos ainda do que escoceses, ingleses e finlandeses (7%). 

Segundo o estudo, o Reino Unido lidera a lista dos países com maior índice de população alcoólica do mundo, com taxas de alcoolismo superiores ao dobro em termos de embriaguez “grave” relativamente a países como Espanha, Itália ou Portugal.

Escoceses e ingleses disseram que ficaram “seriamente” bêbados até que as faculdades físicas e mentais fossem afetadas e que “perderam o equilíbrio e o discurso racional” em média 33 vezes por ano.

O sul da Europa apresenta os dados mais baixos de embriaguez “forte”, liderados por Portugal, Itália e Espanha, com uma média de 14 “bebedeiras graves” por ano por pessoa.

O estudo analisou o consumo internacional de álcool e outras drogas legais e ilegais e concluiu que o álcool liderou, com 94% dos consumidores em 2019, seguido por canábis (64,5%) e só depois o tabaco (60,8%).

O abuso do álcool no Reino Unido deve-se a uma questão cultural, explicou Adam Winstock, fundador do “Global Drug Survey”, pois muitos ingleses e escoceses “vêem o álcool como a única forma de entretenimento e nunca adotaram moderação quando se trata de beber”.

“Muitas outras culturas consideram o álcool como um acompanhamento de um evento social e desaprovam a embriaguez em público, mas nós aceitamo-lo frequentemente como uma identidade cultural”, acrescentou.

Uma pesquisa realizada pela mesma organização no ano passado mostrava que 48% dos entrevistados britânicos afirmaram ter bebido mais desde o início da pandemia covid-19. 

O Global Drugs Survey considera que o consumo de álcool representa um problema perigoso no Reino Unido, maior do que o de qualquer outra droga. 

*LUSA

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