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Serviços do Município de Proença-a-Nova destruíram 48 ninhos de vespa asiática em 2020

Em março, serão distribuídas armadilhas para captura desta espécie

Os serviços do Município destruíram 48 ninhos de vespa asiática em 2020 um pouco por todo o concelho de Proença-a-Nova, na sequência de informação recebida pela população, tendo os dados sido posteriormente inseridos na plataforma que o ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas criou para monitorizar a progressão da espécie no território nacional.

Em STOP-Vespa é percetível que esta espécie ainda não chegou ao sul do país.

“Em setembro de 2011, na região de Viana do Castelo, a espécie invasora foi confirmada pela primeira vez em Portugal por entomólogos e apicultores (…) dali os núcleos expandiram-se pelo Noroeste e Centro de Portugal. Atualmente, apenas o Baixo Alentejo e o Algarve ainda não foram atingidos, mas a sua ocupação será, muito provavelmente, inevitável”, reconhece o ICNF.

De acordo com o Instituto, o ciclo de vida da vespa asiática é anual e inicia-se na Primavera, “quando a rainha jovem acorda da hibernação, escondida ao abrigo do mau tempo mas fora do ninho, em árvores, no solo ou em fissuras de rochas. Em fevereiro-março, a rainha fundadora e fecundada irá em busca de alimento nutritivo à base de açúcares com que se alimenta, procurando abrigo numa árvore oca ou numa construção onde iniciará a postura, fundando a colónia, alimentando as larvas entretanto nascidas”.

A partir de abril-maio, dá-se a movimentação da colónia para um ninho definitivo. Em setembro-outubro, “a colónia atinge o número máximo de indivíduos que pode ir até 13.000 onde se incluem as potenciais rainhas fundadoras, que poderão chegar a algumas centenas. Em média, cada colónia pode gerar seis novos núcleos”.

Apesar deste ciclo, em janeiro já foi identificado e destruído um ninho de vespa asiática no concelho.

Nesta fase do ano, até maio, os apicultores ou outros proprietários de colmeias podem ativamente contribuir para capturar as vespas fundadoras de novos ninhos, colocando armadilhas artesanais nos apiários e nas suas proximidades.

O objetivo é tirar partido do facto de a fundadora ter de defender o território e recolher alimento.

No Manual de Boas Práticas no combate à vespa velutina, divulgado pela Direção Geral de Agricultura e Pescas do Centro, são apresentados modelos de armadilhas e o conteúdo das mesmas.

A partir de março, em articulação com as Juntas e Uniões de Freguesias, o Município disponibilizará armadilhas no sentido de mitigar esta situação.

Ainda segundo as informações do ICNF, “a vespa-asiática não será mais agressiva quando isolada, nem será possuidora de um veneno mais ativo do que o da vespa-europeia; mas será mais agressiva na defesa do ninho, o que obriga a cuidado redobrado. Contudo, ainda sem predadores naturais como certas aves insectívoras, as suas características vorazes de predação de abelhas domésticas e de outros polinizadores essenciais, principalmente durante o Verão, colocam em risco, para além da apicultura, de pomares e das culturas agrícolas, a diversidade biológica dos invertebrados nos diversos ecossistemas”.

Sempre que detetar um ninho de vespa asiática, podem entrar em contacto com os serviços do Município pelo número 274 670 000 ou pelo email geral@cm-proencanova.pt ou gflorestal@cm-proencanova.pt.

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