8.3 C
Castelo Branco
Sábado, Março 6, 2021
No menu items!
Início Nacional Sindicato prolonga greve nacional na educação pelo menos até 19 de fevereiro

Sindicato prolonga greve nacional na educação pelo menos até 19 de fevereiro

O Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.) anunciou hoje o prolongamento, durante a próxima semana, da greve nacional de profissionais de educação, convocada para proteger a comunidade escolar do risco de covid-19 por falta de condições de proteção.

Atribuindo à “irresponsabilidade do Governo” a explicação para o prolongamento da greve entre 15 e 19 de fevereiro, o sindicato afirma que não estão garantidas condições de segurança para profissionais e alunos que estão nas escolas de acolhimento, enumerando falta de acrílicos de separação entre alunos e entre alunos e professor e falta de testes de diagnóstico, criticando ainda a exclusão dos profissionais das escolas dos grupos de vacinação prioritários.

“Esta greve nacional de 15 a 19 de fevereiro, além de pressionar o governo a melhorar as condições, continuará a permitir que os Profissionais de Educação que sintam a sua saúde/vida em risco a possam salvaguardar”, escreve o S.T.O.P. em nota hoje divulgada, na qual admite que possa ser novamente prolongada.

A estrutura sindical aponta ainda a falta de meios, nomeadamente informáticos, para garantir condições para o ensino à distância.

Num balanço da semana de greve feito à Lusa na sexta-feira, André Pestana, coordenador do sindicato que representa professores, mas também outros profissionais das escolas, admitiu que na grande maioria das cerca de 700 escolas de acolhimento “tem imperado o bom senso” no momento de selecionar quem deve ir trabalhar presencialmente.

No entanto, disse ouvir relatos de “colegas que continuam a ser chamados para ir trabalhar em escolas que não estão preparadas, porque não há separadores entre alunos e professores ou porque consideram que a higienização dos espaços é insuficiente”.

O sindicalista disse ser difícil fazer um balanço da primeira semana de greve.

“Esta greve é diferente de todas as outras, porque não pretende parar escolas ou suspender o ensino à distância, serve sim para dar uma ferramenta e salvaguardar esse direito dos trabalhadores”, sublinhou André Pestana, considerando que basta terem aderido “10 ou 20 pessoas para já ter valido a pena”.

Cerca de 1,2 milhões de alunos do pré-escolar ao 12.º ano voltaram a ter aulas na segunda-feira, agora através de ensino à distância, à semelhança do que aconteceu no ano passado.

*LUSA

Leave a Reply

- Advertisment -

Most Popular

COMENTÁRIOS RECENTES

Paula Alexandra Farinha Pedroso on Elias Vaz lança livro sobre lendas e mitos de Monsanto
%d bloggers like this: