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Museu Francisco Tavares Proença Júnior sem programação e direção desde 2015

Alexandra Vieira, deputada do Bloco, reuniu com a Sociedade dos Amigos do Museu Francisco Tavares Proença Júnior. O Museu, que passou para a gestão municipal em 2015, não tem programação, nem quadros técnicos e direção desde então

Uma comitiva do Bloco de Esquerda, composta pelo deputada da Assembleia da República, Alexandra Vieira, e o deputado municipal em Castelo Branco, José Ribeiro, reuniu ontem, 15 de fevereiro, com o vice-presidente da Sociedade de Amigos do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Pedro Salvado, para falar sobre o estado atual do museu.

O Museu Francisco Tavares Proença Júnior foi inaugurado em 1910 por iniciativa da pessoa que lhe deu o nome, à data com 27 anos.

Francisco Tavares Proença Júnior dedicou-se a percorrer vários locais arqueológicos, que assinalou, onde recolheu vários materiais para criar uma coleção. 

De acordo com a Direção-Geral do Património Cultural: “O núcleo original do Museu Francisco Tavares Proença Júnior tem por base a coleção arqueológica de Francisco Tavares Proença Júnior, posteriormente enriquecido com peças de arte antiga provenientes do recheio do Paço Episcopal e com incorporações sucessivas de espólios arqueológicos, paramentaria e colchas bordadas, estas últimas provenientes da coleção Ernesto de Vilhena às quais se juntaram incorporações provenientes de aquisições e doações. Durante os anos oitenta do século XX, incorporou obras de arte contemporânea constituindo uma coleção onde se destaca o conjunto de pintura de Noronha da Costa”. 

Segundo a autarquia albicastrense, “o estudo e a investigação, a recolha, a documentação, a conservação, a interpretação, a exposição e a divulgação do património cultural que integra o seu acervo, com especial relevo para as coleções de Arqueologia e de Têxteis, entendidas enquanto referentes identitários, fontes de investigação científica e de fruição estética”.

No dia 1 de setembro de 2015, após a assinatura do contrato interministerial de transferência de competência, a gestão do Museu foi transferida para o Município de Castelo Branco e assim passou a integrar a Rede de Museus e Equipamentos Culturais do Município de Castelo Branco.

Alexandra Vieira: “Faltam recursos e falta programa” 

Após esta situação, o Museu ficou sem quadros técnicos e sem direção.

Hoje em dia, o Museu Francisco Tavares Proença Júnior continua sem direção, sem quadros técnicos e sem planos anuais e plurianuais de atividades.

Não existem dados relativamente às visitas, tal como dados da caracterização destes visitantes

A Sociedade dos Amigos do Museu Francisco Tavares Proença Júnior já mostrou o seu desagrado face a esta situação e está preocupada com o destino deste espaço cultural.

A organização quer que sejam tomadas medidas, de modo a revitalizá-lo e dignificá-lo. 

Pedro Salvado referiu que “a delegação de competências nesta área foi um presente envenenado” e acrescentou que “não há política cultural para o Interior, já que todos os museus têm de contar”.

Para o representante da associação, “não se pode deixar as questões patrimoniais ao livre arbítrio dos Presidentes de Câmara”. 

Alexandra Vieira sublinhou que irá avançar com uma iniciativa legislativa na Assembleia da República sobre o assunto, “ainda não sabemos se em forma de pergunta ou de projeto de recomendação, mas é evidente que faltam recursos e falta programa para o Museu Francisco Tavares Proença Júnior”. 

José Ribeiro levantou algumas questões relacionadas com a Comissão de Acompanhamento da transição das competências.

Pedro Salvado respondeu que “as reuniões não são participadas e para a Comissão de Acompanhamento está tudo bem quando sabemos que não é assim”. 

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