9.4 C
Castelo Branco
Terça-feira, Março 2, 2021
No menu items!
Início Cultura 1185 poetas concorreram ao Prémio de Poesia António Salvado

1185 poetas concorreram ao Prémio de Poesia António Salvado

CASTELO BRANCO CENTRO POÉTICO IBERO-AMERICANO

Os vencedores da IIº edição do Premio de Poesia António Salvado, Cidade de Castelo Branco serão conhecidos no próximo dia 20 de Fevereiro, dia de aniversário do poeta.

Promovido pela Junta de Freguesia de Castelo Branco, com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco, 1185 poetas provenientes dos seguintes países Brasil (437), Espanha (234), Portugal (222), Argentina (65), México (50), Colômbia (45), Cuba (36), Perú (26), Venezuela (24), Chile (22), Costa Rica (12) e Moçambique (12) concorreram ao único galardão poético ibero-americano que concede um prémio duplo para uma obra escrita em português e outra em castelhano.

O júri nomeou 26 finalistas e “considerando a qualidade dos trabalhos apresentados” outorgará, na presente edição, duas menções honrosas a dois poemários em cada uma das línguas

O júri associa um conjunto de personalidades da academia e do mundo literário local e internacional é presidido pelo poeta Alfredo Pérez Alencart, professor da Universidade de Salamanca. 

Fazem parte os seguintes vogais Enrique Cabero Morán, professor da Universidade de Salamanca e presidente do Consejo Económico y Social de Castilla y León, Víctor Oliveira Mateus poeta, tradutor e critico literário António Cândido Franco, escritor e professor na Universidade de Évora, António dos Santos Pereira, poeta e catedrático da Universidade da Beira Interior, Fernando Paulouro, escritor e jornalista, José Dias Pires, poeta, escritor e Professor do Instituto Politécnico de Castelo Branco, Manuel Nunes investigador e  médico, Maria de Lurdes Gouveia da Costa Barata,  escritora e professora do Instituto Politécnico de Castelo Branco, professor Paulo Samuel, ensaísta, investigador, editor e tradutor, Rita Taborda Duarte escritora, crítica literária  e Pompeu Martins, poeta e deputado.

António Salvado em 2014

Alfredo Pérez Alencart depois de salientar a originalidade do Prémio, aponta a internacionalização que a cidade de Castelo Branco atingiu no contexto da circulação poética ibero-americana e da promoção duma cultura sem fronteiras através da poesia: «Desde hace más de cuatro lustros Castelo Branco no es para mí un ciudad cualquiera, pues todas las veces que vuelvo a la capital de la Beira Baixa, lo hago no como un forastero o turista cualquiera. Y si hace dos años me conmovió estar cuando se presentó la primera edición del Premio Internacional de Poesía Ántonio Salvado-Ciudad de Castelo Branco, ahora, me conmueve la entrega de una ciudad (su Câmara Municipal y su Junta de Freguesia), honrando al notable poeta António Salvado, un vecino suyo nacido en  1936. Estoy convencido que este premio está llamado a convertirse en referencia a uno y otro lado del Atlántico, pues destacable es que se busque premiar a dos poetas a la vez, uno en la lengua de Camões y otro en la lengua de Cervantes, sin importar el país de procedencia. Agradezco a Castelo Branco y a sus autoridades por decidir que en mí recayera la presidencia del jurado que otorgue el premio. Un honor, es cierto, pero también una grande responsabilidad».

Também António dos Santos Pereira, membro do júri considera o  “Prémio António Salvado, Cidade de Castelo Branco” uma iniciava admirável e fundamental na afirmação cultural da região e das da poesia ibero-americana.

E referindo-se ao patrono António Salvado afirma: «Não conheço outro homem de cultura humanista, professor, dirigente, cidadão e escritor, que tenha feito tanto pela poesia, do que António Salvado. A sua produção poética e ensaística é imensa. Já percorri todos os seus textos. Percebi todas as suas dedicatórias: tem amigos cultos e artistas em todos os continentes com quem se corresponde. Liga três gerações literárias, desde os anos da sua juventude, a década de cinquenta do século XX, pois começou muito cedo a publicar. Por ser assim todos estamos em dívida com ele: os homens de Letras e universitários, o simples cidadão, como a sua cidade, Castelo Branco, a nossa região beirã e Portugal inteiro. Ele mostra ao mundo o que de melhor há em si e em nós: o espírito e o sentimento de fraternidade, que nos poetas é mais abrangente pois tem sentido cósmico e une toda a criação. O prémio que lhe foi dedicado, cuja promoção cabe à sua cidade natal, cumpre elementar justiça e o retorno para esta é incomensurável. São os poetas que dão identidade aos povos e todas as gerações neles se reveem. Já demonstrei como, em momento crítico do século XIX, o país recorreu a Luís de Camões para o libertar do amesquinhamento a que estava a ser relegado pelas potências de então. Nas atuais circunstâncias, Portugal e a Europa precisam da alma dos poetas, como António Salvado, que libertem uma nova onda de humanismo para um Mundo Melhor. A adesão ao prémio tem sido imensa em todos os países ibero-americanos. A tarefa, que os membros do júri assumiram, resulta por esse facto muito esforçada, mas também confortável, pois nos encontramos em um mar que sabemos navegar. Para mim, é sobretudo uma honra».

Leave a Reply

- Advertisment -

Most Popular

COMENTÁRIOS RECENTES

Paula Alexandra Farinha Pedroso on Elias Vaz lança livro sobre lendas e mitos de Monsanto
%d bloggers like this: