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Segunda-feira, Maio 17, 2021
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A alegoria que é, cumprir regras!

Há os que cumprem as regras, e os que acham que as regras não se aplicam a eles. Só as excepções.

Tenho por hábito estar a trabalhar durante o dia e estar a ouvir as notícias. Metade das vezes é só mesmo para estar a ouvir as pessoas as falar, porque ouço cerca de dez vezes num dia, a mesma notícia. Mas há algumas notícias que me causa bastante admiração e consternação.

Rita Baptista Antunes

Esta semana ouvi que a polícia fez uma averiguação a um ginásio, na zona de Vila Franca de Xira, porque aperceberam-se que havia bastantes carros estacionados à porta do ginásio, e saiam algumas pessoas de lá de dentro. Então, decidiram colocar as “mãos à obra”, e foram averiguar efectivamente o que se passava.

Chegando ao local, o que é que verificaram? Verificam que, não só o ginásio continua em funcionamento – claro, mas com menos sócios – e ao que parece, os sócios do ginásio, estavam escondidos entre arrecadações e acesso a telhados, da polícia. E alguns, sem máscara!

Ora, há dias escrevi-vos sobre uma cabeleireira que processou o Estado por sentir que o seu direito de igualdade foi ofendido por não haver equidade no tratamento dentro da mesma profissão por parte da legislação e do tratamento por parte do Governo e que como tantos outros empresários que não têm qualquer tipo de actividade, depois vemos “empresários” que pensam que “só” eles é que têm direito a estarem em funcionamento e a ganhar direito. O Chico esperto e a sua chica espertice! Típico Português, não?

Problema? Pessoas que se analisam e vêem como intocáveis. E a culpa? Será só de quem mantém aberto, o que foi imposto como obrigatório de estarem fechado? Na minha simples opinião, não! Se não houvessem clientes com a pré-disposição para incumprir, não haveria ginásios abrirem, poder-se-á analisar, de uma forma um pouco pelicular, como um nexo de causalidade, o dano de mãos dadas com a culpa.

Consequência para quem age com tanto desprezo pelo sentido de comunidade, vida humano e regras, uma simples coima, e a prática do crime de desobediência. A vida humana, saúde pública e o país, vale apenas, para a pessoa colectiva, a coima é desde € 2.500 e na pessoa singular, de € 250,00.

Penas leves demais, se me perguntarem. Penas que ainda que sejam valores altos para a maioria das pessoas, e pela média de ordenados ou sequer do salário mínimo português, as pessoas só vão parar – se alguma vez pararem – quando a pena for superior, ao benefício que possam ter em incumprir. que se possam ter em incumprir. Assim, ou quando alguém próximo deles, tenha a infelicidade de ficar infectado, e complicar-se muito o seu estado de saúde. Qualquer das formas, o crime, ou prática dele, ainda que por mais simples que seja, nunca vale a pena.

Já dizia a minha avó: “Respeitinho é bom. E eu gosto!”

www.aminhamaedeviaserjurista.pt

*Rita Baptista Antunes

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