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Mutualista Covilhanense revela arquitetura de futura ERPI em Caria voltada para o tratamento de demências

Projeto une instituições da Cova da Beira e tem a assinatura da gabinete albicastrense Aminhos Arquitectos

Foi apresentado publicamente, no último dia 26 de fevereiro, no auditório da Mutualista Covilhanense, o projeto arquitetónico da Plataforma Supramunicipal de Intervenção Social da Cova da Beira.

O trabalho tem a assinatura da empresa “Aminhos Arquitectos”.

Esta iniciativa, cujo protocolo de intenções foi celebrado em dezembro de 2019, tem como fundadores a Mutualista Covilhanense (Covilhã), a Santa Casa da Misericórdia de Belmonte (Belmonte) e a Associação de Solidariedade Social da Freguesia de Silvares (Fundão).

O objetivo centraldesta Plataforma é criar uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) “qualificada” na área das demências, em Caria, concelho de Belmonte, uma vez que não existem equipamentos e respostas sociais do género na região.

As três instituições signatárias acreditam que a Plataforma deverá “prevenir e combater o isolamento a pobreza e a exclusão social; promover uma rede institucional de serviços e equipamentos na área social e da saúde de proximidade; impulsionar intervenções estruturadas e articuladas face aos problemas sociais e diferentes realidades; garantir a articulação e a harmonização de respostas ao nível da saúde mental; e operar como agentes dinamizadores na área da formação para as demências; dentre outras ações.

“Por meio desta Plataforma, pretendemos promover redes de cooperação institucional assentes em programas e projetos que permitam responder de forma solidária e sustentada às novas realidades sociais da população. Através de uma atuação em complementaridade, a Plataforma visará a um melhor desenvolvimento e cumprimento da função social que as entidades envolvidas representam”, destacou Nelson Silva, presidente da Direção da Mutualista Covilhanense.

Por seu turno, José Figueiredo, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Belmonte, reforçou que o projeto é de “grande importância” e que, apesar de se tratar de uma “obra de grande envergadura”, é possível concretizá-la.

António Dias Rocha, presidente da Mesa da Assembleia da Santa Casa da Misericórdia de Belmonte e também presidente da Câmara Municipal de Belmonte, disse estar “satisfeito” em acompanhar o projeto “diversificado” que demonstra ainda a “importância e a relevância” da região, sobretudo da Cova da Beira.

Este responsável ressaltou que a ERPI em Caria vai suprir uma grande carência na região, que não conta com estruturas voltadas para tratar demências.

O autarca acredita que o projeto, além de ter uma grande componente social, vai possibilitar “apoiar pessoas e famílias com a ajuda de profissionais qualificados”.

João Morgado, presidente da Assembleia-Geral da Mutualista Covilhanense, comentou que “este é um projeto exigente para todos e também para a Associação Mutualista Covilhanense”.

Este dirigente defendeu que esta iniciativa “mostra que é possível e desejável unir três instituições de três concelhos diferentes para viabilizarem um projeto comum e suprirem uma necessidade que é de todos”.

Para João Morgado, um dos pontos positivos do projeto é que serão contratados serviços, produtos e pessoas nos três concelhos.

Estrutura funcional e ambiente acolhedor

A construção do edifício da ERPI, que irá decorrer próximo ao Pavilhão Gimnodesportivo Municipal de Caria, prevê três pisos e terá lugar num terreno com mais de sete mil metros quadrados.

Depois de concluído, este equipamento terá espaço para acomodar até 80 utentes em razão de tratamento de demências em 44 quartos e será exemplo de uma arquitetura moderna e funcional.

Haverá espaço para receber equipas dos serviços técnicos, administrativos e de enfermagem.

Um espaço verde interno, destinado a circulação de utentes, está contemplado no projeto, bem como áreas de refeições e convívio.

Elevadores e rampas irão garantir o deslocamento facilitado de utentes, trabalhadores e visitantes.

Todo o ambiente foi pensado de forma a promover estabilidade emocional durante o período de institucionalização e uma rotina capaz de gerar bem-estar aos utentes.

O investimento estimado das obras, que terão início ainda este ano, ronda os quatro milhões de euros.

Serão utilizados recursos próprios das instituições participantes, mas haverá também financiamento para o restando do valor a ser investido.

A expetativa é que o local esteja a funcionar já em 2022.

Por fim, Adelino Minhós, arquiteto responsável pelo projeto, explicou que o edifício terá uma “imagem moderna, contemporânea” e adaptada às especificidades dos utentes com demência.

*Foto: YouTube

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