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As Mulheres Visíveis e Invisíveis em Alcains

8 de março, segunda-feira, a partir das 11 horas

Em março de 2005, a Alma Azul realizou, no Centro Cultural de Alcains, a primeira apresentação do livro As Mulheres Visíveis – Antologia de Poemas Sobre Mulheres.

A sessão contou com a colaboração do Grupo de Teatro “A Carroça” e esteve presente António Jacinto Pascoal, escritor, tradutor e o responsável pela organização e tradução da antologia.

António Jacinto Pascoal é também o autor do prefácio e dedica o livro a Sophia de Mello Breyner Andresen e a Maria de Lurdes Pintasilgo.

O livro, completamente esgotado, serve de suporte à iniciativa que a Alma Azul produz para assinalar o Dia Internacional da Mulher, na próxima segunda-feira, dia 8 de março.

As Mulheres Visíveis e Invisíveis – Selos de Mulheres Activistas

Na impossibilidade de qualquer atividade presencial, devido ao Estado de Emergência ainda em vigor em Portugal, a iniciativa realiza-se através do “Correio Digital da Alma” que, de Alcains, enviará textos literários para qualquer parte de Portugal ou outros países que têm a Língua Portuguesa como língua oficial: Brasil, Cabo Verde, Angola e São Tomé e Príncipe, países onde a Alma Azul tem já relações literárias através de autores ou simples leitores.

Os poemas e textos serão enviados a todos os leitores da AGENDA Semanal Alma Azul e a quem o solicitar através da morada de correio electrónico: alma.azul.1999@gmail.com até ao próximo dia 7 de março, domingo.

Carolina Beatriz Ângelo – A primeira mulher a exercer o voto em Portugal

“A que morreu às portas de Madrid”, de Reinaldo Ferreira; e “Hino de Louvor a Valentina Tereskova” de José Craveirinha, ambos poetas moçambicanos, são dois dos poemas em destaque para o envio, também de Sophia de Mello Breyner Andresen será enviado o poema “Catarina Eufémia”  e “Maria da Luz Lino”, de Alexandre O’Neill, “A Billie Holiday”, de Noémia de Sousa (Moçambique) e “Helena” de Manuel da Fonseca.

Todos os poemas estão editados no livro “As Mulheres Visíveis – Antologia de Poemas Sobre Mulheres” mas, além dos poemas, seguem também por CDA imagens do autor ou das mulheres que inspiraram os poemas.

Na vertente de cidadania ativa e participativa, a Alma Azul enviará também imagens e textos de mulheres pioneiras, especialmente as que envolveram lutas operárias pela igualdade no trabalho; e no direito ao voto em Portugal.

Recordamos que a primeira mulher a votar em Portugal, numa decisão histórica só possível pela implementação da República em 1910, foi Carolina Beatriz Ângelo, a 28 de maio de 1911, mas o direito das mulheres a votar só foi lei em 1931 e com várias limitações.

As mulheres portuguesas tiveram que esperar até dezembro de 1968, já na primavera marcelista, para adquirir o direito ao voto, mas com a condição de saberem escrever e ler.

Só depois da Revolução de 1974, a Constituição da República Portuguesa decretou o voto de todos os portugueses adultos, sem discriminação de género.

No campo laboral as mulheres enfrentaram igualmente uma luta sem tréguas contra a discriminação profissional; em que o mesmo trabalho é remunerado de forma diferenciada quer se trate de um homem ou de uma mulher.

Estas algumas das questões sociais que a Alma Azul procurará divulgar e apresentar como paradigma da evolução social e profissional em Portugal, no Dia Internacional da Mulher.

*Foto de capa: Catarina Eufémia – Mural

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