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Ponte Literária entre Guimarães e Alcains

12 de março, sexta-feira, das 9 às 21 horas

Na próxima sexta-feira, dia 12 de março, assinala-se o nascimento de Raul Brandão, um dos autores mais relevantes da Literatura Portuguesa.

A Alma Azul, de Alcains e a Pedra Flor, de Guimarães, dinamizam uma Ponte Literária, tendo como suporte o livro “Húmus”, para promover a Leitura de uma Obra-Prima da Língua Portuguesa.

A Ponte Literária dedicada a Raul Brandão nasce da parceria com a “Pedra Flor”, um espaço colaborativo, com uma filosofia de sustentabilidade e consciência ecológica.

O nome do Espaço foi inspirado por um verso de Raul Brandão: “A pedra espera ainda dar flor” e nasceu no Verão de 2019, com localização em pleno Centro Histórico de Guimarães.

Cada um dos projetos (Alma Azul e a Pedra Flor) escolheu seis fragmentos do livro, num total de doze e convidaram leitores para lhe darem voz.

No dia 12, entre as 9 e as 21 horas, através da rede social Facebook (Página da Pedra Flor) serão partilhados os vídeos de homenagem a Raul Brandão.

Capa do livro “Deus| Céu e Inferno” de Raúl Brandão

Em Alcains, a Alma Azul convidou o ator alcainense David Correia para dinamizar as leituras de “Húmus”, numa seleção de textos de Helder Magalhães, responsável pela Pedra Flor.

David Correia tem colaborado com a Alma Azul em várias Leituras, como as que realizou no Museu Francisco Tavares de Proença Júnior, integradas no Festival de Língua Portuguesa – A Língua Toda e na Casa do Povo de Alcains para assinalar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Raul Brandão nasceu no Porto a 12 de março de 1867 e faleceu em Lisboa no dia 5 de dezembro de 1930.

Da sua vasta obra que vai das Memórias à crónica de viagem (Os Pescadores), da Biografia histórica ao Teatro, destacamos “Húmus”, livro inclassificável, em fragmentos como o Livro do Desassossego, de páginas de poesia até uma prosa dura e densa sobre um país abandonado à sua sorte ancestral de pobres e ricos.

Um país que nos anos vinte do século passado aguarda ainda a chegada de D. Sebastião que, historicamente, surge sob a capa negra de um lente da Universidade de Coimbra, especialista em Economia Política e Finanças que se propõe salvar Portugal da banca rota; com as consequências que todos conhecemos.

“Húmus” é todo ele, uma metáfora sobre o abandono e a cristalização da ruralidade e da pobreza em Portugal.

Um livro que incomoda, mas que se lê num fôlego, como se tratasse de uma investigação ao mais secreto da humanidade.

Pedra Flor – Helder Magalhães

A Alma Azul editou em setembro de 2003, o livro “Deus | Céu e Inferno”, duas partes de “Húmus”, para um projeto teatral que não chegou à estreia por falta de financiamento.

Só teve uma Leitura Pública no Teatrão – Oficina Municipal de Teatro, em Coimbra.

A Ponte Literária que agora a Alma Azul, em Alcains e a Pedra Flor, em Guimarães,  constroem, a partir de “Húmus” para homenagear Raul Brandão, insere-se num modelo virtual, necessário enquanto o 12.º Estado de Emergência se mantiver e que proíbe as reuniões presenciais, mas que num futuro próximo será alargada a outros autores e a Encontros presenciais envolvendo Projetos com causas e dinâmicas comuns.

Quem o desejar, pode pedir todo o material produzido para o dia 12 de março, através do correio eletrónico: alma.azul.1999@gmail.com o qual será enviado, gratuitamente.

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