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Covid-19: Bienal Internacional de Marionetas de Évora só com companhias nacionais

A Bienal Internacional de Marionetas de Évora (BIME) vai realizar-se este ano apenas com a participação de companhias nacionais, devido à pandemia de covid-19, revelou hoje o diretor do Centro Dramático de Évora (Cendrev).

“Estamos a ser confrontados com um conjunto de respostas de companhias a dizer que vai ser impossível assegurar as viagens para Portugal, nomeadamente do Brasil e do Reino Unido, mas não só”, relatou à agência Lusa José Russo.

Por isso, “tivemos de tomar uma decisão que não foi fácil, mas que adotámos, de fazer uma edição só com companhias nacionais”, revelou.

A BIME, na cidade cujo centro histórico está classificado como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, (UNESCO), tem como “anfitriões” os Bonecos de Santo Aleixo, pequenas marionetas tradicionais de varão da região do Alentejo, manipuladas por atores do Cendrev.

A 15.ª edição do festival está prevista decorrer “entre os dias 01 e 06 de junho”, acrescentou o diretor do Cendrev, e coincide com a reabertura do Teatro Garcia de Resende, que tem estado encerrado nos últimos meses devido a obras de remodelação.

O festival terá lugar, como habitualmente, naquela sala de espetáculos e em diversos espaços de rua no centro histórico da cidade, apesar de as obras de recuperação no edifício do século XIX, onde o Cendrev está instalado, ainda estarem a ser realizadas pela Câmara Municipal de Évora.

“Temos a indicação e a manifesta vontade do presidente da Câmara [Carlos Pinto de Sá] de que a sala possa reabrir em 01 de junho, com a BIME”, frisou José Russo, descartando, desta forma, a hipótese de realizar o certame num outro espaço, como chegou a ser ponderado em dezembro.

A 17 de fevereiro, o presidente do município visitou as obras de remodelação do espaço que, de acordo com um comunicado divulgado pela autarquia nessa altura, tinham a sua conclusão prevista para “final de março”.

Contactado hoje pela Lusa, o vereador Eduardo Luciano, responsável pelo pelouro da Cultura, indicou que essa data de conclusão da empreitada mantém-se atual e que, depois, vão decorrer “os trabalhos de limpeza do espaço e de montagem dos elementos cénicos”.

“Prevemos que esses trabalhos estejam concluídos a tempo de que a reabertura do Teatro Garcia de Resende aconteça a 01 de junho, com o primeiro espetáculo noturno da BIME”, disse o vereador.

A programação da 15.ª edição do festival de marionetas ainda está ainda a ser “ultimada”, de acordo com o diretor do Cendrev.

Por ocasião deste festival, que começou a ser realizado em 1987 e tem periodicidade bienal, “bonecos” para “todos os gostos” costumam andar “à solta” pela cidade alentejana e “ganham vida” pela mão de artistas e companhias oriundas de diversos países.

Esta será a primeira vez desde a sua estreia que a BIME não irá trazer companhias de teatro de marionetas estrangeiras ao Alentejo.

A última edição do BIME teve lugar em 2019, com 28 companhias de 11 países, e marcou o regresso do festival às ruas de Évora, depois de o certame não se ter realizado durante seis anos (a edição anterior tinha sido em 2013) por “falta de financiamento”, assinalou, na altura, José Russo.

 Em Portugal, já morreram mais de 16 mil doentes com covid-19 e foram contabilizados até agora mais de 818 mil casos de infeção com o novo coronavírus que provoca esta doença, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

*LUSA

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